Dourados – MS sábado, 20 de abril de 2019
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27 Set 201813h 21minColuna
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22 Ago 201814h 55minColuna
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Pra mim uma das orações mais profundas, depois do Pai Nosso, é a de Francisco de Assis, que  num verdadeiro êxtase  se colocou à disposição de Deus como alguém que poderia fazer a diferença para o outro. Verdadeiro desprendimento e ao mesmo tempo um convite para exercitar, interiormente,  a  paz, o amor, a união, a fé, a verdade, a esperança e a alegria.

Encontramos em nossas relações  sentimentos contrários que definham  qualquer relacionamento. A proposta  feita  por Francisco de Assis é justamente  fazer enfrentamentos naquilo que não está bem,  só que de outra forma. É agir ao contrário daquilo que está  tirando o sono de cada um. “Onde houver ódio que eu leve o amor”, é o primeiro convite.

Exercitar bons sentimentos é o primeiro caminho que exigirá outro nível de pensar e agir. Reconhecendo que todos somos necessitados de amor, de compreensão e respeito  nessa vida, se colocar no lugar do outro será muito bom. Mas, é no dia a dia que aquilo que oramos e acreditamos  devem ser postos na prática do relacionamento. Então será bom ir trabalhando o egoísmo e o orgulho bastante arraigados na intimidade do ser  permitindo aprender a ser melhor do que no dia anterior. “...Pois é dando que se recebe”.

Encontro diariamente muitas pessoas bondosas que exercitam  virtudes nobres, aqui em Dourados. São pessoas anônimas que estão fazendo o bem, auxiliando o próximo, a família, adotando animais abandonados (que também são nossos irmãos). São muitos os que vão aos hospitais, fazem oração com os doentes, cantam, auxiliam crianças e jovens com dificuldade em aprender, fazem sopa, entregam cestas básicas e arrumam tempo para conversar com dependentes químicos e pessoas envolvidas na depressão. Quanto ganham? Materialmente, financeiramente nada recebem, apenas “bônus Luz” na sua caminhada. “Onde houver tristeza, que eu leve alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz”.

O salão de beleza é um local e tanto para saber dos fatos dos clientes que ali frequentam.  Numa dessas tardes estava com o meu cabeleireiro Ivan e ele começou a falar sobre a presença de um câncer inicial em seu organismo e  depois de ficar muito assustado, procurou o Hospital de Barretos, hoje denominado Hospital de Amor. Contou-me sobre o desprendimento de todos os trabalhadores daquele complexo de saúde. “O atendimento é diferente!” Exclamou ele com os olhos brilhantes de felicidade e emoção. Depois de ter sido atendido por uma equipe, composta por um número grande de médicos, voltou para Dourados e aguarda a cirurgia para dezembro.

Disse ele da felicidade em saber que os artistas e cantores são, na maioria, os mantenedores do Hospital de amor, em Barretos. “Sabem distribuir o que tem”, concluiu, sabiamente.

Cada um pode ajudar com o que tem, não é verdade? Na mensagem iluminada de Francisco de Assis, o convite é doação. Quem pode levar a união, onde houver discórdia, aproveite para fazer. Mas,  de repente, pode doar o amor onde houver ódio, ou onde houver a ofensa, levar o perdão... Mas, se houver erro e puder  colaborar com a verdade, faça também! e aos desesperados e aflitos?  Levar  a esperança e aos tristes, a alegria...

Àqueles que estão nas trevas da solidão e do desespero e você puder levar a luz, faça isso. Pois à medida que ajudamos, também somos ajudados, pois esta é a lei: Fazei ao outro, o que gostaria que o outro vos fizesse. O que você poderá começar a fazer hoje?

Oração de Francisco de Assis

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

Consolar, que ser consolado,

Compreender, que ser compreendido,

Amar, que ser amado,

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna.


 

*Presidente da Associação de Jornalistas e Divulgadores da Doutrina Espírita / MS – AJES/MS

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