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CASO FALSO DAS VACINAS

Suspeita de vender vacina tem prisão preventiva decretada

16 Jun 2016 - 10h37
Suspeita de vender vacina tem prisão preventiva decretada -
A Justiça decretou a prisão preventiva da técnica de enfermagem suspeita de furtar e vender vacinas contra a gripe H1N1, em Chapadão do Sul, a 333 quilômetros de Campo Grande, na região nordeste de Mato Grosso do Sul.

A mulher já havia sido presa temporariamente pela polícia. Na delegacia confessou o furto de 17 vacinas de uma clínica particular onde trabalhava. Ela também disse que em um posto de saúde do município furtou dois frascos com 20 doses da vacina contra a gripe H1N1 e um frasco de vacina contra a hepatite "B".

Segundo a polícia, a mãe da suspeita trabalha na unidade de saúde pública e ela se aproveitou da situação para ter ao acesso ao medicamento. A prefeitura de Chapadão do Sul, inclusive, denunciou o furto.

A mulher foi presa depois que uma dentista comprou cinco doses para imunizar toda a família e desconfiou da maneira como a técnica de enfermagem manipulava e armazenava as vacinas. Na casa dela a polícia apreendeu seringas com vacinas e agulhas.

Normalmente, as vacinas ficam em locais com temperaturas que variam de 2ºC a 8ºC, mas, segundo a polícia, o medicamento ficava em um guarda-roupa. Ela oferecia as vacinas por aplicativo de celular e as pessoas compravam as doses e se vacinavam fora da clínica.

O delegado responsável pelo inquérito, Danilo Mansur, suspeita, inclusive que as seringas eram reutilizadas.
A dona da clínica onde a técnica de enfermagem trabalhava, falou a reportagem, mas pediu para não ser identificada. Ela disse que a mulher foi demitida por suspeita de furto e por estar oferecendo vacinas da clínica sem que houvesse medicamento nos estoques.

Ela disse ainda que as vacinas da clínica acabaram no dia 29 de abril e surgiram boatos que a suspeita estava vacinando as pessoas na cidade e isso despertou uma desconfiança.

A suspeita está na delegacia de Polícia Civil de Chapadão e deve ser transferida para um presídio. Ela não quis falar sobre o assunto, mas seu advogado, José Reis de Almeida, diz que ela confessou e está disposta a colaborar com as investigações. Afirmou ainda que sua cliente não reutilizava as seringas.

A suspeita oferecia as vacinas por um aplicativo de conversa no celular. Muitas pessoas foram vacinas por ela na cidade. Desde pessoas humildes, até profissionais liberais e autoridades, inclusive, o delegado que investiga o caso.

De acordo com a polícia, a técnica de enfermagem vendia cada dose da vacina por R$ 110. Pelo menos 80 pessoas foram vacinadas com medicamentos furtados.

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