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Sindicalista sugere importação de gado do Paraguai para suprir demanda

30 Mai 2011 - 08h30
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CAMPO GRANDE - Mato Grosso do Sul precisa agilizar agora a liberação de importação de gado do Paraguai para suprir a demanda do Estado, quer para consumo ou para exportação, no período de entresafra que começa em junho. A sugestão é de Rinaldo de Souza Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins de Campo Grande – Stiaacg. Na semana passada ele enviou ofício a todos os deputados estaduais de MS sugerindo isso.

“Se faltar gado para abater no período de entresafra os trabalhadores são que irão sentir as conseqüências nos frigoríficos: o desemprego”, afirma o sindicalista que pede para que as autoridades, inclusive o governador André Puccinelli, para que procurem solucionar o problema agora antes de começar o período crítico de escassez de gado para abate. “Convém ressaltar também que os pecuaristas de Mato Grosso do Sul são contra essa importação pois nesse período (entresafra) o preço da arroba sobe bastante, prejudicando apenas o consumidor brasileiro que paga mais caro pelo produto”, explicou.

O sindicalista argumenta ainda que o Brasil financia gratuitamente a vacinação de gado na região de fronteira, no lado paraguaio, contra a febre aftosa e não procura obter nenhum retorno com isso. “Seria o caso das nossas autoridades incrementarem o comércio para que nossos frigoríficos sejam abastecidos com gado paraguaio, criados, em muitos casos, por brasileiros que vivem naquele país vizinho na região de fronteira”, explica Rinaldo Salomão.

#####DESEMPREGO

Rinaldo informou também que Mato Grosso do Sul perdeu cerca de 8 mil postos de trabalho nos últimos anos no setor industrial de alimentação e bebida, que ainda não se recuperou. Só na Capital são mais de 2 mil desempregados de frigoríficos, fábricas de biscoitos, massas, trigo, óleo comestível e outros produtos.

“As nossas autoridades precisam se conscientizar disso e parar de tentar maquiar uma realidade que infelizmente está aí para todos constatarem”, afirma o sindicalista citando o fechamento, por exemplo, de 7 frigoríficos, fábricas de massa, trigo, bebidas, biscoito e óleo de soja. “Essas estruturas precisam ser reativadas urgentemente para oportunizar o retorno dos profissionais”, afirma o sindicalista.

O quadro só não reflete social e economicamente o problema porque muitos desses 8 mil profissionais acabaram buscando outros mercados ou partindo para informalidade, “caso contrário, seria o caos em Mato Grosso do Sul”, afirma Rinaldo lembrando que o setor industrial precisa gerar novas oportunidades de emprego para muitos que ainda estão desempregados e para jovens que estão em busca do primeiro emprego.

O líder sindical falou também que o Estado precisa oferecer maiores oportunidades, principalmente para os jovens, se especializarem profissionalmente para atuar nesse mercado industrial. “A classe patronal precisa também fazer a sua parte nesse processo e facilitar o aperfeiçoamento de seus profissionais para que as empresas tenha maior produtividade com boa formação de mão de obra”, afirmou.

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