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Santa Casa da Capital: Greve de médicos já prejudica 700 pessoas

28 Out 2015 - 07h00
Impasse entre o governo municipal e a ABCG, entidade mantenedora da Santa Casa da Capital,  já resultou na falta de atendimento a 700 pessoas em quatro dias úteis de paralisação. - Crédito: Foto: Elvio LopesImpasse entre o governo municipal e a ABCG, entidade mantenedora da Santa Casa da Capital, já resultou na falta de atendimento a 700 pessoas em quatro dias úteis de paralisação. - Crédito: Foto: Elvio Lopes
O impasse entre o governo municipal e a diretoria da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), entidade mantenedora da Santa Casa da Capital, que resultou na falta de pagamento a 300 profissionais que atendem a consultas, pequenos procedimentos e cirurgias eletivas, já resultou na falta de atendimento a 700 pessoas em quatro dias úteis de paralisação. Os atendimentos de urgência e emergência continuam normais, segundo a assessoria de comunicação do hospital.


Os médicos paralisaram o atendimento na quinta-feira (22) e, como até ontem à tarde não havia sido feito o repasse reivindicado pela associação, os profissionais continuaram sem receber seus salários referentes ao mês de setembro, que são quitados com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) mediante a apresentação do relatório de fechamento da produção relativa ao mês passado e ainda não foi formalizada pela Prefeitura da Capital.


De acordo com o presidente da ABCG, Wilson Teslenco, desde o dia 8 de setembro que a Santa Casa vem operacionalizando os serviços médicos sem renovação do contrato com o Município e que a Santa Casa tem a receber da Prefeitura em torno de R$ 13,4 milhões e que o débito com os médicos é de R$ 3,4 milhões.


O presidente da Associação dos Médicos da Santa Casa (Asmec), Idelmar de Campos Barbosa, explicou que, mesmo depois de reuniões com a direção da ABCG, quando foram discutidos os motivos da paralisação, não houve proposta de recebimento dos salários pela falta dos repasses legais à instituição.


A Prefeitura somente se pronunciou a respeito da paralisação e falta de repasse em nota oficial emitida na quinta-feira, quando o prefeito Alcides Bernal assegurou que nenhum cidadão ficaria sem atendimento médico, pois determinou à Secretaria Municipal de Saúde a adoção de medidas para reorganizar o fluxo de atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas.

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