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Paraguai aposta na industrialização

17 Jun 2011 - 21h57
Fernando Lugo e Jorge Samek ontem na assinatura de contratos do linhão - Crédito: Foto : Caio CoronelFernando Lugo e Jorge Samek ontem na assinatura de contratos do linhão - Crédito: Foto : Caio Coronel
Curitiba - O presidente paraguaio, Fernando Lugo, disse ontem na usina de Itaipu, que a assinatura e entrega da ordem de início de serviço de três contratos da obra de construção da linha de transmissão de 500 quilovolts (kV), entre a binacional e a Villa Hayes, marcam o início da era de industrialização do Paraguai.

Os documentos foram assinados pelo diretor-geral brasileiro da usina, Jorge Samek, e o paraguaio Gustavo Codas, numa solenidade acompanhada por representantes das empresas vencedoras da licitação internacional, dirigentes e conselheiros dos dois lados da usina, além do próprio presidente paraguaio e jornalistas.

Na prática, a assinatura e a entrega da ordem de serviço são o sinal verde para o início da ampliação da subestação de Hernandárias, na margem direita de Itaipu; a implantação da subestação de Villa Hayes, na grande Assunção, no Paraguai; e o trabalho de consultoria técnica para a construção da linha de transmissão.

As obras devem começar já na próxima segunda-feira (20) e devem ser concluídas até dezembro de 2012. O valor total estimado do empreendimento é de US$ 550 milhões, dos quais 400 milhões serão provenientes do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) – mantido por Brasil (o maior contribuinte), Argentina, Uruguai e Paraguai. Cerca de US$ 100 milhões devem ser investidos ainda neste ano.

Lugo comemorou o que ele chamou de “dia histórico para o Paraguai”. “Com a linha, teremos condições de usar mais a energia de Itaipu a que temos direito e passaremos de um estágio de economia predominantemente agrícola para industrial. Poderemos ter mais fábricas, empregos e bem-estar”, disse.


Em 2010, o Paraguai consumiu apenas 8,5% da energia produzida pela binacional – os outros 41,5% a que tem direito vendeu ao Brasil, conforme determina o Tratado de Itaipu.

Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, o apoio ao desenvolvimento da infraestrutura do país vizinho interessa ao Brasil. “Essa obra vai transformar o Paraguai, e isso, é claro, também interessa ao nosso País, tendo em vista que o processo de integração e as relações econômicas tendem a se fortalecer no futuro”.

Para o diretor-geral paraguaio, Gustavo Codas, a energia de Itaipu será “a alavanca para o desenvolvimento do Paraguai”. Ele lembrou o recente processo histórico de negociação bilateral entre Brasil e Paraguai, que culminou no acordo para a construção da linha de 500 kV, e exaltou a “luta contra o pessimismo da opinião pública paraguaia, motivada por antigas promessas de obras de desenvolvimento que não haviam sido cumpridas. Recuperamos o valor da palavra”, disse. E acrescentou: “Este é um dia para comemorar”, concluiu.

O apoio de Itaipu

A Itaipu participa ativamente do processo de construção da linha entre a hidrelétrica e a capital paraguaia. Um comitê gestor binacional formado por profissionais de várias áreas da empresa foi criado pela diretoria para acompanhar a implantação e a gestão do empreendimento.

O foco do grupo está especialmente na agilidade da obra e na integração e comunicação entre as áreas envolvidas. Há reuniões periódicas para acompanhar o andamento do projeto. A estrutura é semelhante à criada à época da instalação das duas últimas unidades geradoras da usina (9A e 18A). A binacional também vai capacitar técnicos da Ande (estatal paraguaia) para administrar a futura subestação.

A decisão de deixar com a binacional o gerenciamento da obra é considerada um reconhecimento dos governos do Brasil e do Paraguai à capacidade de Itaipu de realizar grandes empreendimentos, em tempo recorde, com segurança e tecnologia.

A linha

A linha de transmissão entre Itaipu e Villa Hayes, na Grande Assunção, terá 345 quilômetros de extensão, atravessará quatro departamentos e 20 municípios paraguaios. Entre os benefícios esperados pela obra estão o afastamento do risco de quedas de energia no Paraguai, sobretudo no verão, e, principalmente, a possibilidade de utilização de um maior volume da energia de Itaipu, condição fundamental para a industrialização do país.

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