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MS gerou 62,6 mil empregos em 4 anos

26 Jan 2011 - 18h59
Cícero Ávila aponta industrialização como grande motor da economia atual
 - Crédito: Foto: Edemir RodriguesCícero Ávila aponta industrialização como grande motor da economia atual - Crédito: Foto: Edemir Rodrigues
Campo Grande – Em quatro anos Mato Grosso do Sul gerou 62.663 empregos formais, de acordo com levantamento da Fundação Estadual do Trabalho (Funtrab). Baseando a pesquisa no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o diretor-geral da Fundação, Cícero Ávila, explica que o índice representa um crescimento de 17,76% do total de estoque de empregos criados no Estado. O saldo, segundo Cícero, é resultado de uma economia com a base diversificada - compromisso apontado pelo governador André Puccinelli como prioridade da administração.

“O compromisso do governador era a diversificação da base econômica e ao fim desses quatro anos, sem sombra de dúvidas, pelo viés do emprego fica evidente que nós conseguimos cumprir bem esta tarefa”, afirma o diretor-geral da Funtrab.

Ele observa que anteriormente a economia sul-mato-grossense era baseada no setor primário da economia (agricultura e pecuária) e no setor terciário, que abrange comércio e serviços – este último com índices elevados de informalidade. Com incentivos do governo do Estado, que investiu em infraestrutura – como logística e transporte –, aliado ao comprometimento dos municípios, o Estado atraiu indústrias e diversificou a base da economia.

“O grande desafio era crescer a indústria, porque quando se investe neste setor fazemos crescer o setor primário porque a indústria demanda insumos e matérias-primas. Impacta-se o setor terciário porque junto da indústria temos um conjunto de serviços que são acrescidos no entorno dela, como segurança, limpeza, transporte, comunicação e outros que se ampliam para atender a esta demanda da atividade industrial”, detalha.

De 2007 a 2010, o setor da indústria foi responsável por 23,39% do total de empregos gerados em Mato Grosso do Sul, conforme aponta Cícero Ávila. Setores como comércio e serviços aparecem logo em seguida com 22,21% e 22,16% respecti-vamente. A lista também traz o setor extrativo mineral, sendo responsável por 14,27% dos empregos gerados ao fim de quatro anos e 13,07% da construção civil.

#####Emprego em todo MS

Um estudo realizado em 2009 pelo Observatório do Trabalho da Funtrab aponta ainda que atualmente já é possível observar uma forte atividade econômica industrial em sete das nove regiões de Mato Grosso do Sul. “Quando crescemos este emprego regionalmente podemos afirmar também que está havendo uma redução das desigualdades regionais. Porque quando o emprego formal chega na maioria das regiões o governo cumpre uma outra função importante que é fazer o Estado se desenvolver como um todo, gerando bem-estar social”, analisa Ávila.

Para atender o desenvolvimento econômico que culmina em geração de trabalho, o Estado amplia também seu sistema público de empregos. Atualmente são disponibilizados 23 Centros Integrados de Atendimento ao Trabalhador (Ciats).

“Este ano vamos inaugurar mais oito Ciats, chegaremos à nossa meta atual que é de 31 centros em todo o Estado. Isso vai permitir uma cobertura muito mais ampla em todo o sistema público de empregos do Estado e agora com a mudança do novo sistema web, nós vamos estudar um mecanismo para que haja uma expansão desta rede, com a parceria dos municípios, para todas as regiões que queiram”, afirma.

Além de oferecer serviços como encaminhamento ao mercado de trabalho, solicitação de seguro-desemprego, oferecimento de linhas de crédito através do Banco da Gente, é também nos Ciats que o trabalhador tem acesso à capacitação.

#####Qualificação

Segundo o diretor-geral da Funtrab, nos últimos quatro anos a Fundação capacitou 15.807 trabalhadores que saíram mais qualificados para atender à demanda do mercado de trabalho. No total foram investidos quase R$ 23 milhões em capacitação, entre investimentos próprios do governo do Estado e em parceria com a União. “Crescemos em qualidade e agora queremos consolidar isso dando suporte de formação para os sul-mato-grossenses”, completa.

“O melhor mecanismo de inclusão social e de distribuição de renda que existe em uma sociedade capitalista é o emprego. Não há outra política social mais receptiva para que haja uma desconcentração de renda e maior inclusão social, maior capacidade de consumo. Portanto, quando falamos de geração de empregos, estamos falando de melhoria do bem-estar social de uma população”, conclui Cícero Ávila.

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