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"Mel do Pantanal é oportunidade para todas as escalas de produção", diz pesquisador

30 Mar 2016 - 09h28
Transferência de tecnologias foi ponto alto do projeto. - Crédito: Foto: DivulgaçãoTransferência de tecnologias foi ponto alto do projeto. - Crédito: Foto: Divulgação
O pesquisador Vanderlei dos Reis, da Embrapa Pantanal, afirmou nesta segunda-feira (21) que a produção do Mel do Pantanal, com certificação de indicação geográfica (IG), é uma excelente alternativa para escalas industriais. Ele explica que esse mel atende a um nicho de mercado e que, por ter um custo mais alto, exige investimentos compatíveis com a produção industrial. No entanto, ele ressalta que agricultores familiares também podem participar deste processo, desde que atuem de forma coletiva (associação ou cooperativa).

Na semana passada (dia 15) o pesquisador participou da Rota do Desenvolvimento, evento promovido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul no Sesc-Corumbá. Vanderlei fez uma palestra sobre a indicação geográfica do Mel do Pantanal, processo que demandou sete anos de pesquisas e muitas parcerias para ser realizado.

De acordo com ele, o processo da IG só se tornou possível devido ao trabalho conjunto entre Sebrae-MS; Sebrae-MT; Sebrae Nacional; Feams (Federação de Apicultura e Meliponicultura de Mato Grosso do Sul); Feapismat (Federação de Apicultura de Mato Grosso); Câmara Setorial Consultiva de Apicultura de Mato Grosso do Sul; Alespana (Associação Leste Pantaneira de Apicultores) e Embrapa Pantanal.

O registro foi homologado pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) há um ano. Nesse período, a equipe envolvida com o projeto trabalhou na elaboração do cadernos de normas para a certificação, o qual está disponível para acesso gratuito no portal da Embrapa (http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/online/DOC137.pdf). O material foi apresentado na palestra, que começou com uma contextualização geral sobre a produção de mel no Brasil e no Mato Grosso do Sul.

Segundo ele, o país possui entre 350 mil e 450 mil apicultores, organizados em associações, cooperativas, sindicatos, federações estaduais e uma confederação brasileira. Em 2013, o país produziu cerca de 35 mil toneladas de mel e exportou 16 mil. A produtividade é calculada em 16 kg/colmeia/ano.

No Mato Grosso do Sul existem 42 associações de apicultores e três cooperativas, além de vários entrepostos com serviços de inspeção municipal, estadual e federal. É estimada a atuação de até 700 apicultores, sendo 500 já cadastrados na Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

O número de colmeias chega a 21 mil e a população estimada de abelhas era de 2,6 milhões em 2015, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção estadual chega a 837 toneladas de mel por ano, de acordo a mesma fonte (dados de 2014).

Segundo o pesquisador, alguns produtos vêm ganhando destaque no Estado, como o mel com pimenta, o hidromel e o Mel do Pantanal. A organização da cadeia produtiva é uma oportunidade para que outros produtos da apicultura sejam incentivados, como a produção de pólen, que tem uma valorização dez vezes maior do que o mel no mercado.

Vanderlei lembra que após o processo de IG, agora é preciso manter certos cuidados em relação a esse produto. "As normas de certificação devem ser cumpridas, os apicultores devem continuar recebendo apoio técnico e é preciso promover o Mel do Pantanal", disse. De acordo com o pesquisador, como o mel certificado tem um custo de produção mais alto, ele também será mais valorizado no mercado.

Apesar de entender que se trata de uma oportunidade para a consolidação da produção industrial na região, o pesquisador reforça que a Embrapa Pantanal vai manter o mesmo empenho em estimular a produção na agricultura familiar, que também dispõe de um mercado para seu produto. Recentemente o pesquisador iniciou um trabalho de transferência de tecnologias da apicultura para comunidades ribeirinhas.


CURIOSIDADE

O Brasil conseguiu registrar até o ano passado 55 indicações geográficas, sendo 47 de produtos nacionais. Dessas 55, 38 foram registradas como indicação de procedência e 17 como denominação de origem. No ano passado, além do mel, a linguiça de Maracaju obteve o registro de indicação geográfica no Mato Grosso do Sul.

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