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Mário Valério pede ampliação do esgotamento sanitário

03 Dez 2015 - 10h01
Prefeito e o diretor da Sanesul, Luiz Rocha, discutem ampliação do sistema de esgotamento sanitário em Caarapó. Valério diz que, apenas 1.567 domicílios de Caarapó são atendidos com ligações. - Crédito: Foto: DivulgaçãoPrefeito e o diretor da Sanesul, Luiz Rocha, discutem ampliação do sistema de esgotamento sanitário em Caarapó. Valério diz que, apenas 1.567 domicílios de Caarapó são atendidos com ligações. - Crédito: Foto: Divulgação
Ampliar o sistema de esgotamento sanitário e aumentar a capacidade da estação de tratamento de esgoto de Caarapó, a fim de atender a demanda por novas ligações e, consequentemente, beneficiar mais gente. Esse foi o objetivo de recente reunião realizada pelo prefeito Mário Valério com o diretor-presidente da Sanesul, Luiz Rocha, na sede do órgão, em Campo Grande. Valério explica que apenas 1.567 domicílios da cidade de Caarapó são atendidos com ligações. “Isso representa apenas 21% das casas da nossa cidade. Precisamos ampliar esse atendimento, tendo em vista a importância do saneamento básico para a saúde das pessoas”, defende.


Conforme a Sanesul, que detém a concessão para explorar o abastecimento de água e esgotamento sanitário em Caarapó, a demanda principal é a ampliação da estação de tratamento, cujas lagoas já estão atingindo o limite de sua capacidade. “Recebemos da Sanesul a informação de que a empresa já procura por uma área de terras para ampliar a estação de tratamento, mas isso deve seguir os trâmites burocráticos, o que demanda um certo tempo”, explicou o prefeito Mário Valério. Segundo ele, há garantias por parte da Sanesul de que, logo que houver a ampliação da estação de tratamento, novas ligações serão autorizadas. “Vamos lutar para que o sistema de coleta de esgoto seja ampliado, com o desenvolvimento de novos projetos, atendendo outras regiões”.

Importância do tratamento Não é de hoje que se defende o tratamento dos esgotos sanitários como forma de promoção da saúde pública. Artigo disponibilizado pela Biblioteca Didática de Tecnologias Ambientais – Módulo Saneamento Ambiental - da Unicamp explica que “a falta de tratamento dos esgotos e condições adequadas de saneamento podem contribuir para a proliferação de inúmeras doenças parasitárias e infecciosas além da degradação do corpo da água. A disposição adequada dos esgotos é essencial para a proteção da saúde pública. Aproximadamente, cinquenta tipos de infecções podem ser transmitidas de uma pessoa doente para uma sadia por diferentes caminhos, envolvendo os excretas humanos. Os esgotos, podem contaminar a água, o alimento, os utensílios domésticos, as mãos, o solo ou ser transportados por moscas, baratas, roedores, provocando novas infecções”.


Conforme a publicação, “epidemias de febre tifoide, cólera, disenterias, hepatite infecciosa e inúmeros casos de verminoses - algumas das doenças que podem ser transmitidas pela disposição inadequada dos esgotos - são responsáveis por elevados índices de mortalidade em países do terceiro mundo. As crianças são as vítimas mais frequentes, uma vez que a associação dessas doenças à subnutrição é, fatal. A elevação da expectativa de vida e a redução da prevalência das verminoses que, via de regra, não são letais mas desgastam o ser humano, somente podem ser pretendidas através da correta disposição dos esgotos”.


Ainda de acordo com o texto, “outra importante razão para tratar os esgotos é a preservação do meio ambiente. As substâncias presentes nos esgotos exercem ação deletéria nos corpos de água: a matéria orgânica pode causar a diminuição da concentração de oxigênio dissolvido provocando a morte de peixes e outros organismos aquáticos, escurecimento da água e exalação de odores desagradáveis; é possível que os detergentes presentes nos esgotos provoquem a formação de espumas em locais de maior turbulência da massa líquida; defensivos agrícolas determinam a morte de peixes e outros animais. Há, a possibilidade de eutrofização pela presença de nutrientes, provocando o crescimento acelerado de algas que conferem odor, gosto e biotoxinas à água”, referindo-se a publicação da Cetesb, órgão ligado à Secretaria de Meio Ambiente do governo paulista.

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