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Índios desistem de ampliar invasão

14 Mar 2011 - 03h28
Ládio Veron mostra no mapa desenhado na lousa a área que eles ocupam na Brasília do Sul - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOLádio Veron mostra no mapa desenhado na lousa a área que eles ocupam na Brasília do Sul - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Os índios que deveriam permanecer em pouco mais de 90 hectares de terra na Fazenda Brasília do Sul, em Juti, desistiram nesse final de semana de ampliar a área invadida para 490 hectares. A decisão foi tomada em “Ati Guassu”, a reunião entre lideranças de 38 aldeias da região, que começou no sábado e foi encerrada ontem com um almoço, na área que os guaranis ocupam desde abril de 1998.


“Nossa intenção era ampliar a área para 490 hectares, mas as lideranças entenderam que era melhor esperar pela decisão definitiva da Justiça e pela demarcação da terra em cumprimento ao decreto que já foi publicado pelo Ministério da Justiça”, afirma Ládio Veron, principal líder da comunidade indígena da Aldeia Takuara. O encontro foi acompanhado por enviados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que permaneceram o tempo todo no local.


Ládio Veron explica que o “Ati Guassu” também serviu para os índios comemorarem o julgamento dos acusados pelo assassinato do pai dele, o cacique Marcos Veron, morto. “Foi uma importante vitória da comunidade indígena e serviu para mostrar que não aceitaremos a violação dos nossos direitos”, enfatizou. No julgamento porém, a Justiça Federal inocentou Carlos Roberto dos Santos, Jorge Cristaldo Insabralde e Estevão Romero do crime de homicídio.

Os três funcionários da Fazenda Brasília do Sul, no entanto, foram condenados por sequestro, tortura e formação de quadrilha armada. A pena estipulada pela juíza da 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Paula Mantovani, foi de 12 anos e três meses de prisão. Como todos os réus já passaram quatro anos e oito meses sob prisão preventiva, eles deixaram o tribunal em liberdade.


As liderança indígenas que ocupam a área apostam na homologação do decreto editado pelo Ministério da Justiça, no ano passado, ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Já temos a posse de 180 hectares, tanto que estão instalando serviços de distribuição de água e a maioria das 70 famílias já tem luz elétrica que o governo trouxe”, afirma Ládio Veron. “Agora, esperamos que o governador André Puccinelli cumpra a promessa de construir as casas”, afirma.

Ládio Veron reclama da demora para finalizar a rede de água e denunciam que estão há mais de dois meses sem receber as cestas básicas da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ele já faz plano para a distribuição dos 9.700 hectares da Fazenda Brasília do Sul em caso de homologação da área. “Hoje temos 70 famílias aqui, e traremos outras 150 de Caarapó, 200 de Dourados, 80 de Amambai e 30 de Tacuru”, avisa.

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