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Fetagri fecha BR-463 e provoca congestionamento de quatro quilômetros

02 Mar 2011 - 20h47
Grupo de sem terra fecharam a 463 em protesto ontem que durou quatro horas - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOGrupo de sem terra fecharam a 463 em protesto ontem que durou quatro horas - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS - Nem a chuva foi capaz de impedir que famílias sem terra bloqueassem a BR 463, entre Dourados e Ponta Porã, na manhã de ontem. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o manifesto durou cerca de 4 horas. O grupo formado por cerca de 200 pessoas, ligadas a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) protestou contra cortes na distribuição de cestas básicas e cobrou a liberação da Fazenda Paquetá, que tem uma área de 18 mil hectares.

O trecho da rodovia foi fechado com troncos de árvores, pedaços de pau, cones e pneus. Centenas de veículos formaram uma fila de pelo menos quatro quilômetros de congestionamentos. A rodovia federal que liga o Mato Grosso do Sul ao Paraguai é uma das mais movimentadas do Estado.

De acordo com a coordenadora do movimento, Mirtes Terezinha de Lima Vicente, a “Pequena”, o bloqueio começou por volta das 6h30 de ontem.

Segundo ela, a condição subumana vivida por 1.200 famílias acampadas às margens da rodovia foi o estopim para a revolta. Segundo ela, há 120 dias o Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) não distribui a cesta básica às famílias. Com isto, mais de 80 crianças de 2 a 14 anos estariam passando fome.

Segundo ela, antes do corte definitivo, a distribuição era irregular. “Sempre faltavam cestas e várias famílias ficavam sem alimento, geralmente nos casos em que o morador não foi encontrado no barraco. Muitos são contratados para serviços temporários nas fazendas próximas. Se não fizerem isto, não conseguem sobreviver”, explicou.

Ela disse ainda que as famílias estão no local desde agosto do ano passado, porque foram informadas pelo Incra que a Fazenda Paquetá estaria em fase de negociação e seria liberada para a reforma agrária. “Nada disso aconteceu. O Incra se omite, não atende o movimento e ficamos sempre sem respostas aos questionamentos”, disse.

Informações extra-oficiais do Incra, dão conta de que o Instituto aguarda a pauta de reivindicações da categoria, que seria entregue ainda ontem por lideranças do grupo. Sobre a falta de cestas, O PROGRESSO foi informado que o Incra cumpre uma determinação do Ministério Público Federal (MPF) de realizar novos cadastros e destinar alimentos apenas para famílias em situação de insegurança alimentar.


Existe ainda a informação de que o proprietário da Fazenda Paquetá teria retirado a proposta de negociação com o Incra. Recentemente O PROGRESSO publicou uma decisão judicial que impedia o Incra de adquirir novas terras enquanto não resolvesse a situação dos já acampados.

O PROGRESSO também apurou no final da tarde de ontem que a área reivindicada pelos Sem-terra já teria sido vendida a um grupo de investidores. Também recebeu a informação de que o Incra, diante disso, teria oferecido uma nova área para os acampados na região de Antônio João. Os indígenas estariam recusando o local pelo fato de lá haver conflito indígena, na região de Bela Vista, que fica próximo.

O movimento estaria reivindicando ainda garantias do Incra sobre uma nova área. O PROGRESSO tentou contato com o chefe do Incra em Dourados, José Osmar Bentinho, mas foi informado que ele não poderia atender a reportagem.

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