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Entrevista: “Associado tem que voltar ao Indaiá”

13 Jun 2011 - 03h36
Entrevista: “Associado tem que voltar ao Indaiá” - Crédito: Foto : Hédio Fazan/PROGRESSO Crédito: Foto : Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – O empresário Francisco Bonacina, 55 anos, é o entrevistado desta segunda-feira de O Progresso. Ele foi eleito presidente no domingo (dia 05) para um mandato de dois anos conquistando 307 votos ou seja, 56 votos a mais que seu concorrente. Bonacina tem como principal meta resgatar o associado, os eventos tradicionais e lutar contra a inadimplência de um dos maiores e mais tradicionais clubes sociais de Mato Grosso do Sul, que hoje arrecada em torno de R$ 200.000,00 por mês.

O PROGRESSO: Como o senhor pode avaliar o pleito eleitoral?

Francisco Bonacina: Eu avalio que este processo eleitoral surgiu de uma união entre eu o Ezequias e Agenor e teve muito êxito. A chapa União pelo Indaiá que inclusive transcorreu de uma maneira muito bonita e transparente

O associado entendeu a bandeira de sua campanha?


R: A bandeira da nossa campanha foi relativa a normalização da situação financeira do Clube porque quando nós pegamos o Agenor assumiu em precária situação financeira. O Associado reconhece isso, nós divulgamos e esta foi a nossa principal bandeira.


O senhor já participava da diretoria como tesoureiro, portanto acredita que não haverá tantas dificuldades assim?


R: Eu participo deste clube estando ou não na diretoria. Como tesoureiro, por exemplo, eu estava todos os dias no clube vendo não só a parte financeira mas tudo que o associado pedia para a gente verificar e estar verificando juntamente com os funcionários.

Agora como presidente como pretende agir daqui pra frente?


R: Daqui pra frente sei que o trabalho é muito, mas estamos com os pés no chão porque a gente já vem administrando juntamente com o Agenor e o Ezequias e estamos bem preparados, pois sabemos o que deve ser feito, sabemos o que o clube precisa.

Os associados tem participado ativamente do clube?


R: Os associados têm participado sim, eles têm colaborado, assim que a gente percebe. Eles têm idéias novas, tem colabora-do, aonde eles forem chamados participam.

Os eventos tradicionais estão se perdendo? De que maneira pretende resgata-los?


R: Realmente estes eventos tradicionais estão um pouco esquecidos porque os últimos deram muitos prejuízos. A gente está tentando resgatar mas é uma coisa que a gente tem que planejar cuidadosamente porque o associado não pode arcar com o prejuízo”

Qual o carro-chefe do Clube Indaiá hoje?


R: O esporte é o carro-chefe do clube, assim como o lazer. Temos uma grande estrutura, basta organizar os eventos tanto no tênis, como na bocha, no vôlei, o futebol e várias escolinhas, judô”

A questão da inadimplência ainda assusta?


R: A inadimplência é grande e ela reflete principalmente o desinteresse do associado. Por um ou outro motivo ele não vai no clube e também não paga, mas assim que fizermos uma reforma estatutária e uma valorização no título, o associado dará valor ao título dele e acredito que melhora esta situação.

O que o senhor pretende neste sentido?


R: Pretendo convocar uma comissão já para o mês de agosto, esta reforma é apenas um ponto do estatuto. Alguns pontos do estatuto são novos, mas têm alguns que nós precisamos adequar porque eles foram feitos as pressas, com boas intenções, mas nós precisamos de uma adequação com urgência.

O fato de ser um dos clubes mais bem estruturados de todo o estado aumenta a sua carga de responsabilidade?

R: A responsabilidade é muito grande mas eu estou com os pés no chão, meus companheiros de trabalho são bons, a diretoria é boa, sempre com muita responsabilidade, tesoureiro, secretários e diretores em geral, meu vice-presidente me ajuda muito e assim eu vou convocar também os ex-presidentes que podem me ajudar, poderão ser os conselheiros da gente. O Eudélio é meu amigo, a gente não está para fazer inimizades e eu vou convocá-lo- para que possa me ajudar.

O que o senhor diria para os associados que Indaiá que estão afastados do Clube?


R: Eu diria para que os afastados retornem ao Clube para desfrutar daquela beleza, aquele patrimônio que tem lá, espaço de lazer, futebol, o lago, o quiosque, o bosque, a pista de caminhada. Eu peço ao associado que volte que o patrimônio é do sócio. O associado tem que ajudar na melhoria do Clube. Fizemos um parquinho infantil, eu acho que o associado tem que voltar a apreciar o Indaiá”

A participação do associado na disputa pela presidência como o senhor avalia?

R: O associado tem que estar disponível também porque a gente sente que está virando um grupo muito pequeno. Duas chapas, pouca gente. O associado peca nisso, na falta de participação. Agora por exemplo vou ter que cuidar da minha empresa e ao mesmo tempo do Indaiá. Mas eu me propus a isso e podem me cobrar.

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