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Entrada do vírus 4 em MS é inevitável

09 Fev 2011 - 22h48
Infectologista Rivaldo Venâncio, ontem na redação do O PROGRESSO - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOInfectologista Rivaldo Venâncio, ontem na redação do O PROGRESSO - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Um das maiores autoridades em dengue do País, o infectologista e doutor em medicina tropical da Fiocruz, Rivaldo Venâncio da Cunha, disse que é inevitável a entrada do vírus 4 da dengue em Mato Grosso do Sul. O trânsito contínuo de pessoas entre os estados já contaminados pelo novo sorotipo deixa o MS vulnerável para a contaminação cedo ou tarde.

Rivaldo Venâncio esteve ontem na redação do O PROGRESSO, horas antes de ministrar palestra no Hospital Universitário (HU) sobre a nova classificação dos sinais de gravidade da dengue, instituída recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A boa notícia é que, mesmo que o vírus venha circular em Mato Grosso do Sul, é necessário o período entre seis meses a um ano para que venha se manifestar em larga escala. Seguindo essa lógica, dificilmente Mato Grosso do Sul terá epidemia de dengue este ano. “Ano passado tivemos uma epidemia e as pessoas já não estão mais tão vulneráveis aos vírus que circulam aqui”, tranquilizou.


Mas ele lembra que no próximo ano, as possibilidade para uma epidemia aumentam em dobro, tanto pela ação do vírus tipo 4 (caso já esteja circulando no Estado) quanto pela vulnerabilidade da população em relação aos outros tipos de vírus que já circulam no Estado. “E tendo um ambiente favorável, que é o calor e muita chuva para o surgimento do mosquito, as chances crescem assustadoramente”, alerta.

#####RISCO

O último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, mostra que até dia 29 de janeiro havia 1.959 casos suspeitos de dengue em Mato Grosso do Sul. Pelo boletim, o Estado mantém um alto risco de epidemia. Pelos dados da Secretaria de Estado de Saúde, a incidência estadual é de 81,5 para cada grupo de 100 mil habitantes.

O município com maior risco de epidemia é Bandeirantes. Na cidade, a incidência é de 1.063,5 para cada 100 mil habitantes. A segunda cidade de maior risco é Rio Verde de Mato Grosso, com 446,6 para cada grupo de 100 mil habitantes.

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