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Custo de vida em Campo Grande cresceu 4,36% em 2011

01 Jul 2011 - 10h08
Custo de vida em Campo Grande cresceu 4,36% em 2011 -
Fonte: G1


O custo de vida do campo-grandense está mais caro. De janeiro a maio, o índice acumulado de inflação já passa dos 4% segundo levantamento do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas (Nepes).

A diarista Florici Corina da Silva trabalha incansavelmente para manter a família. Ela faz faxina a semana inteira, cada dia em um lugar diferente. De bem com a vida, ela passa, cozinha e faz tudo com sorriso no rosto. Mas quando chega o fim do mês, falta dinheiro. "Se eu não calcular, me perco. Tenho que saber gastar o salário na água, luz, telefone, e tudo é dividido, senão não dá", afirma.

A sensação de que o dinheiro está desaparecendo está diretamente relacionada à inflação. O índice é calculado com base no aumento dos preços de gastos essenciais, como energia, moradia e alimentação. Olhando os números forem observados mais de perto, percebe-se que há muito mais coisas cara.

Os custos com habitação cresceram 6,07% de janeiro a maio. O valor de junho ainda não foi calculado, mas a estimativa é de uma redução pequena. Outras contas também estão pesando mais no orçamento, como a educação. Os preços começaram a subir em janeiro, e a alta já é de 9,78%.

Nas despesas pessoais, o aumento acumulado é de 3,39%. No vestuário, com a alta do algodão no início do ano, comprar roupas ficou mais caro: reajuste final de 7,39%.

Na saúde, o aumento foi de 5,19%. Já nos transportes, os preços são 3,56% maiores do que os praticados no final do ano passado. Apenas a comida diminuiu de preço. Alguns alimentos chegaram a aumentar no início do ano, mas a partir de fevereiro os preços começaram a cair. A diferença hoje é de -0,3%.

O pesquisador Celso Correia, do Nepes, diz que o índice de inflação representa menos poder de compra. "O consumidor está 4,36% mais pobre. Isso só vai ser reposto no ano que vem. Até o fim do ano a inflação vai recuar, porque a tendência é cair", afirma.

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