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Aniversário: “Fazer polícia era o maior abacaxi”

20 Abr 2011 - 06h27
Criminalista Isaac de Barros é um dos mais antigos articulistas do O PROGRESSO - Crédito: Foto: DivulgaçãoCriminalista Isaac de Barros é um dos mais antigos articulistas do O PROGRESSO - Crédito: Foto: Divulgação
DOURADOS – Um dos mais antigos articulistas do O PROGRESSO, o advogado criminalista Isaac de Barros Junior, lembra que seu primeiro emprego foi neste Jornal, entre a década de 60 a 70. Ele conta que entrou para fazer pequenos serviços, uma espécie de ofice-boy. “Um dia o Dr. Weimar (Torres) me pediu para fazer os relatos policiais da semana, já que naquela época o jornal era semanal. Era o maior ‘abacaxi’, porque em Dourados nunca acontecia nada”, diz.
Ele lembra que o nome da coluna era “O que vai pela Polícia”.

Foi naquela época que começou a fazer algumas arti-culações com a publicação de artigos. Saiu do jornal para fazer faculdade de Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo, e após concluir o curso, Isaac preferiu atuar em outro ramo, a Advocacia. O jornalismo ‘ficou para depois’, porém, nunca deixou de escrever para O PROGRESSO. Os artigos preferidos são os que relatam histórias, em especial sobre Dourados.


“Dizia um famoso escritor brasileiro, que durante a vida tentamos matar o tempo, mas um dia é ele quem nos mata. Entretanto, atitudes criativas passando a ser história, tornam-se imortais”, comenta.

Ele lembra que quando o Weimar Gonçalves Torres solicitou ao gráfico Nauresthides Brandão que imprimisse o primeiro número do jornal “O PROGRESSO”, usou-se apenas uma rudimentar impressora operada manualmente. Entretanto, era seu objetivo maior, além de reativar o antigo periódico criado pelo seu pai com seu “Pensamento e ação por uma vida melhor”, noticiar os fatos mais importantes do cotidiano douradense.

Isaac conta ainda que “esses migrantes saudosos, filhos da fronteira Brasil-Paraguai”, jamais imaginaram os desdobramen-tos conseqüentes daquele instante marcante, fato iniciado no momento que editavam aquelas quatro páginas. “Analisemos que nessa época, tanto o impressor, como o jovem advogado, ambos pontaporanenses de nascimento e douradenses de adoção, estavam residindo aqui havia poucos anos.

Mas, segundo li, na visão do causídico-repórter, a inaugural manchete era otimista e circularia com a notícia de que esta cidade estava em vertiginoso crescimento. Portanto, foi dessa forma, no interior da modesta Gráfica Nossa Senhora Aparecida, que no dia 21 de abril de 1951, acontecia o nascimento do informativo douradense, hoje considerado o mais antigo do estado”, comenta o advogado.


Em 29 janeiro daquele mesmo ano, Weimar Torres já havia se casado com a jovem Adiles do Amaral, de família tra-dicional douradense. Filiado no PSD desde a sua participação no Rio de Janeiro na campanha do Marechal Dutra, candidato que conheceu ainda tenente coronel no 11º Regimento de Cavalaria em Ponta Porã, Weimar foi eleito vereador em 1950.

O primeiro editor-chefe foi um ex-prefeito do município, o historiógrafo João Augusto Capilé Júnior, hoje quase cen-tenário “Sinjão”. “O criativo Weimar Torres, sendo homem de notável cultura, apreciava quem sabia escrever. Por isto convidou para articulista do O PROGRESSO, um cuiabano chamado Armando da Silva Carmello, ex-capitão do exército brasileiro. Juntamente com Armando Carmello, colaboraria o advogado Dr. Ayrthon “petiscão” Barboza Ferreira, oriundo de Rio Brilhante”, lembra Isaac.


“Continuando a manter sua trajetória de bem informar leitores, O PROGRESSO teve como editores-chefes os jornalistas Theodorico Luiz Viegas, João Natalício de Oliveira e Sidney Gomes, bons profissionais que antecederam Vander Verão, o atual editor chefe”.


Carlos e Alfeu Lopes Pael, Francisco Libório da Silveira, Amarilha e Armando Pérez, são alguns dos antigos tipógrafos, que lembro operando no parque gráfico do velho prédio, época quando eu pedia “vales” para o Dr. Amaral. Kanashiro Yoshimaça e “seu” Joaquim, sem dúvida foram os fotógrafos mais antigos do jornal, com as suas kodaks. E a dona Ymera Fedrizzi, madrinha de misses, naquele era colunista social semanal, divulgando a sociedade no tempo das quatro tiragens mensais, do agora jornal diário.

“Afirmo-lhes, era assim que funcionava “O PROGRESSO”, comenta Isaac, lembrando que em 1969 morreu o primeiro advogado a instalar-se em Dourados (1948), fundador do jornal (1951), em pleno mandato de deputado federal, aos 47 anos de vida, após um acidente numa aeronave da Real Linhas Aéreas em Londrina. Weimar deixou viúva a jovem senhora Adiles e três filhos – June, Blanche e Weimar Jr que morreu seis anos depois.

Este jornal e a Rádio Clube, que Weimar dirigiu, deram completa cobertura jornalística a respeito do seu passamento. A partir desse episódio, .o pai de Adiles, o agrimensor Wlademiro Muller do Amaral tornou-se diretor de O PROGRESSO até morrer. Foi sucedido pela atual diretora-presidente Adiles do Amaral Torres, assessorada pelo atual marido, o delegado de polícia aposentado, advogado.

As duas filhas também participam da empresa, sendo que Blanche é diretora superintendente. Ela e a irmã June são, ainda, sócia proprietárias. “A filha caçula, Blanche Maria Torres, mantém vivo os ideais traçados pelo seu pai fundador”, comenta o advogado criminalista.

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