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Acervo digital é público e reúne edições desde 1920

22 Abr 2021 - 07h00Por Valéria Araujo
Acervo digital é público e reúne edições desde 1920 - Crédito: Arquivo - O PROGRESSO Crédito: Arquivo - O PROGRESSO

São 13.671 edições ao toque de um clique. O Acervo Digital de O PROGRESSO reúne edições que vão desde 1.920, ao renascimento em 1951 e a nova fase de O PROGRESSO em versão digital e impressa semanalmente. É a tecnologia aliada a democratização da informação.

O mais antigo jornal impresso de Mato Grosso do Sul em circulação preserva a memória histórica do Estado e possibilita de forma gratuita aos leitores uma verdadeira viagem no tempo ao toque de um clique. Tudo isso é possível graças a uma parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) que fez toda digitalização do impresso.

O trabalho inclui o período entre 1920 a 1927 quando comandado por José dos Passos Rangel Torres em Ponta Porã, passa pela primeira edição em Dourados em abril de 1951 e vai até 9 de agosto de 2005. De lá para cá, o próprio jornal já vêm realizando a digitalização de seus periódicos em PDF e agora suas versões semanais.

Todo o conteúdo digitalizado pela Universidade se torna disponível para pesquisa no Centro de Documentação da UFGD e também na redação de O PROGRESSO. O leitor já encontra todas as edições. O responsável pelos trabalhos de digitalização foi o professor Paulo Roberto Cimó Queiróz, doutor em Histórica Econômica pela USP.

Segundo ele, o projeto iniciou em 2013 e contou com servidores da Universidade e acadêmicos, principalmente dos cursos de Letras e História. “Em 2009, a diretora-presidente do jornal, Adiles do Amaral Torres procurou a reitoria para propor a parceria, até como forma de ajudar na preservação histórica desses documentos.

A universidade tinha até então um pequeno scanner e iniciou os primeiros trabalhos nele, mas posteriormente o equipamento apresentou falhas e ficou inutilizado. Passamos um tempo com os trabalhos interrompidos, até que em 2013 um novo equipamento foi adquirido pela universidade, um Scanner Planetário (A1) no valor de R$ 270 mil com capacidade para copiar até duas páginas de uma vez e pudemos então reiniciar a digitalização dos periódicos.

Enquanto isso, o Jornal O PROGRESSO investiu na aquisição de computadores, televisores para a sala de scanner, todo o sistema da rede interna e em bolsas de estudos para alguns universitários que auxiliaram no projeto”, conta. Conforme o professor, o acervo do Jornal O PROGRESSO tem grande importância histórica e cultural, não só para os acadêmicos e pesquisadores da UFGD, mas para a população em geral, que agora tem acesso ao material de forma gratuita, rápida, simples e dentro da Universidade.

Para ele, com o avanço da tecnologia, o sistema já permite ao leitor encontrar edições antigas por meio das palavras-chaves. Cimó acrescenta ainda que os principais interessados na consulta do acervo digital são de vários perfis diferentes: pesquisadores acadêmicos, escritores em busca de informações, estudantes, antigos leitores do jornal em busca de matérias específicas que ficaram na memória, advogados e até mesmo pessoas que buscam comprovar que trabalhavam em alguma empresa, para fins previdenciários.

Contribuição histórica

Para o professor Paulo Cimó, Dourados é privilegiada por ter na cidade um veículo como O PROGRESSO que registra o cotidiano do município há quase sete décadas. “Sabemos que a linha editorial é predominante para determinar aquilo que vai ser publicado ou não, mas quando se tem um periódico que registra dia a dia os acontecimentos da cidade, é mais fácil manter sua história viva. A imprensa, de forma em geral tem papel importante nessa questão. Prova disso são as inúmeras pesquisas que se baseiam nos jornais”, conta. Para ele, todo o trabalho de scanear página por página, revisar, editar falhas e encadernar os originais é superado quando a universidade consegue ajudar alguém que precisa. “O acervo é utilizado tanto pelos estudantes e pesquisadores de todas as áreas como para a população também. O mais importante é que eles pesquisam e encontram o material”, destaca.

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