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Rodrigo Maia elogia legado de Mandetta na saúde

16 Abr 2020 - 17h01Por Agência Câmara de Notícias
Maia: "Mandetta deixa uma estrutura para que governo federal, estados e municípios possam atender da melhor forma possível a sociedade"   Fon - Maia: "Mandetta deixa uma estrutura para que governo federal, estados e municípios possam atender da melhor forma possível a sociedade" Fon -

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, homenageou o trabalho do agora ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido há pouco pelo presidente Jair Bolsonaro. Há semanas havia divergência entre os dois sobre o enfrentamento da epidemia da Covid-19.

“Mandetta deixa um legado, uma estrutura para que o governo federal, estados e municípios possam atender da melhor forma possível a sociedade, em especial daqueles que precisam do sistema SUS”, disse Maia.

Outros deputados também elogiaram a atuação de Mandetta à frente da pasta. Para o líder do Cidadania, deputado Arnaldo Jardim (SP), o ministro proclamou a defesa da ciência enquanto esteve à frente do ministério.

“Espero que não se demita a ciência, o critério objetivo para se enfrentar a pandemia. Que isso possa ser mantido também”, afirmou Jardim. Ele também defendeu que os critérios para definição de medicamentos de combate à Covid-19 sejam feitos com base em estudos e não em suposições.

Momento de crise

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) criticou a demissão em “um momento de crise tão profunda”, quando há tantas mortes. “Não tenho identidade política e ideológica com o ministro. Falo em nome da necessidade básica daqueles que mais vão precisar, é uma questão republicana”, disse.

Segundo ele, é inaceitável que o presidente da República se preocupe com disputas políticas internas e afaste o ministro jogando o País “num mar de incerteza”.

A líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), elogiou o comportamento solidário de Mandetta ao povo brasileiro.

Já o líder do PSB, deputado Alessandro Molon (RJ), ressaltou que, desde o começo da crise, o presidente Jair Bolsonaro escolheu o caminho da negação e guiou suas decisões pelo achismo, politizando o que deveriam ser ações técnicas com critérios científicos.

“A demissão de Mandetta não passa de um acerto de contas por parte de um chefe que, no auge de sua mediocridade, não tolera um auxiliar se destacando mais do que ele”, disse Molon.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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