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Política

“Não serei prefeito só da Reserva Indígena”, diz Wilson Matos

Candidato do PTB é o primeiro indígena a disputar a Prefeitura de Dourados

21 Set 2020 - 13h04Por Rozembergue Marques
“Não serei prefeito só da Reserva Indígena”, diz Wilson Matos - Crédito: Divulgação/Assessoria Crédito: Divulgação/Assessoria

Com uma campanha já estruturada para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal, o advogado Wilson Matos viu cair “no colo” a candidatura a prefeito, decidida pelo seu partido, o PTB, durante convenção. “Minha intenção era ter força política para lutar por melhorias na Reserva Indígena. Com a decisão do partido é claro que vamos ampliar esse universo e já temos um eixo central de propostas para toda a cidade, que já vinha sendo formulado por uma equipe técnica e muito qualificada nas diversas áreas que estão sob jurisdição da Prefeitura”, disse a O Progresso o candidato, dentro da série de entrevistas que o jornal vem fazendo com os postulantes ao cargo de prefeito da cidade. Wilson Matos é o primeiro indígena a disputar a prefeitura da cidade.

Nascido na Aldeia Jaguapirú, casado com Tania Vargas Matos e pai de cinco filhos, Wilson formou-se em Direito em 2002. O candidato fêz questão de  garantir que o fato de ter nascido na Aldeia não o fará um “Prefeito dos indígenas”.  “Conheço toda a cidade não apenas geograficamente mas sobretudo no que se refere aos problemas, ao que chamo de “gargalos” que precisam ser resolvidos com a união de todos, através do diálogo entre as entidades da sociedade civil, os poderes públicos na suas três esferas e os órgãos de controle, como o Ministério Público e outros que respeitaremos em perder a autonomia própria de cada poder”, se adiantou Wilson, apontando como um dos principais dos “gargalos” a que se referiu a Saúde pública da cidade, que como macrorregião atende mais de 30 municípios. “Sem uma repactuação resultante de uma ação efetiva dos prefeitos junto ao Governo do Estado e à União para que seja aumentado o teto do SUS vamos continuar nesse impasse que é a superlotação da Upa e do Hospital da Vida. Uma outra luta de todos deve ser pela conclusão do Hospital Regional, que também contribuirá expressivamente para amenizar a situação”, defendeu o candidato do PTB. “A saúde de Dourados precisa receber pelo menos o mesmo percentual da macrorregião de Campo Grande”, opinou.

Wilson Matos não se esquivou de falar da Aldeia, que para ele se não tiver um olhar técnico resultante do diálogo entre o Município e a União caminha para se tornar uma  “favelão”.  “ É inegável que a aldeia hoje já é um grande bairro de Dourados. Precisamos quebrar paradigmas sobre essa questão de competência de atribuições. Um ente não faz porque pode outro ente questionar. Outro diz que não tem efetivo. Um terceiro diz que é questão da Funai. E no meio disso tudo ficam milhares de família, sem água, sem saneamento, no barro e na poeira. Essa questão da presença de outros entes da federação além da União já existe, pois lá estão, por exemplo, escolas municipais e estaduais. Penso que ali precisamos de um Plano Diretor, de medidas técnicas para que o local receba os mesmos benefícios estruturais e básico que a área urbana recebe”, afirmou o candidato a prefeito pelo PTB.

Outra questão tratada na entrevista foi em relação ao trânsito da cidade. “É outro gargalo. Precisamos dar opções aos motoristas, ao transporte coletivo e ao pedestre. Há medidas técnicas que em um primeiro momento podem soar impopulares mas precisam ser tomadas, como é o caso de transformação de ruas em mão única, por exemplo. O gestor precisa participar do dia a dia da cidade, ouvir a todos e ter a coragem para tomar decisões”, defendeu, Wilson. O candidato a vice na chapa encabeçada por Wilson Matos é o professor Leo, do PDT.

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