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Saúde

Frio e calor extremos aumentam risco de infarto

Em Dourados, cardiologista alerta que temperaturas extremas podem alterar a pressão arterial e levar a morte

21 Set 2020 - 13h35Por Valéria Araujo
Frio e calor extremos aumentam risco de infarto - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Os dias de temperaturas extremas são fatores agravantes para as doenças cardiovasculares, que são as que mais matam no Brasil e no mundo. Em Dourados a sensação térmica dos últimos dias, passando de 40 graus, aliada ao fato da baixa umidade relativa do ar, gera riscos, principalmente para pessoas hipertensas.

De acordo com o médico cardiologista e diretor técnico do Hospital do Coração, em Dourados, Nelson Rossatti Lemes, as temperaturas acima dos 30 graus podem influenciar numa dilatação nos vasos sanguíneos, podendo provocar mudança da pressão arterial, conhecida como vasodilatação. Esse processo pode resultar em possíveis casos de redução da pressão, além da desidratação e ocasionar desmaio, tontura e arritmia cardíaca. O frio provoca efeito oposto: a vasoconstrição e o aumento da resistência vascular, o que resulta na elevação da pressão arterial.

Ele alerta para os casos de desidratação. Segundo Lemes, quando o organismo desidrata, ele fecha os vasos sanguíneos para manter a pressão arterial e aumentar os batimentos cardíacos para se sustentar. “A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre bem hidratado”, explica, observando que o ideal é 30 ml de água para kg de peso corporal. Dessa maneira, é necessário multiplicar o peso em kg por 30 para obter o resultado em ml, por exemplo: 70kg x30 = 2.100 ml ou 2 litros e 100 ml.

O médico alerta ainda para a importância da prevenção através de hábitos de vida saudáveis. “A ingestão de alimentos de fácil digestão como frutas e verduras são os mais indicados, assim também como a prática de exercícios físicos no início da manhã ou no final do dia, período mais adequado devido à diminuição da temperatura do dia”, ressalta.

Nelson Rossatti alerta ainda para os riscos causados pela pandemia, que tem afastado os pacientes dos consultórios, o que também leva ao risco de descontrole das doenças cardiovasculares. “Além dos riscos de contaminação do COVID- 19 pacientes cardiopatas são de maiores riscos pois já possuem alguma doença estrutural Cardiaca. Portanto uma vez que é sabido que o vírus também ataca o coração por ser sistêmico, isso quer dizer ataca todos os órgão, uma vez que já possuem lesões são mais suscetíveis”, alerta.

Sintomas do infarto

Dor no peito é o principal sintoma do infarto. O paciente também pode sentir dores estendidas para braços, ombros e pescoço. Na mulher, os sintomas podem ser diferentes: respiração curta, dor na mandíbula, náusea, dor de estômago e sensação de desconforto no peito. Esses sinais duram aproximadamente 20 minutos e podem ir e voltar. Pacientes diabéticos geralmente não apresentam sintomas, mas também podem ser acometidos pela doença. Outros sintomas são desmaio, tontura, falta de ar (principalmente em idosos), excesso de suor e formigamento. O infarto é considerado uma emergência médica. As duas primeiras horas são decisivas para o risco de morte.

Fatores de risco

Cada vez mais pessoas jovens sofrem infarto e isso tem relação exclusivamente com os fatores de risco. Muitas pessoas ignoram os cuidados que devem ser tidos com o coração. Na lista estão o tabagismo, hipertensão, colesterol alto, diabetes, histórico familiar de infarto, obesidade, estresse e uso de entorpecentes.

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