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Ex-ministro indicado para o Nobel esteve em Dourados nos anos de 1974 e 1976

04 Mai 2021 - 10h30Por VANDER VERÃO ESPECIAL PARA O PROGRESSO
Ex-ministro Alysson Paulinelli foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 2021 - Crédito: REPRODUÇÃO/O PROGRESSOEx-ministro Alysson Paulinelli foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 2021 - Crédito: REPRODUÇÃO/O PROGRESSO

O ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, que foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 2021, visitou Dourados em abril de 1974 e em abril de 1976. Na primeira visita, no dia 26 de abril de 1974, ele veio falar sobre o seu plano de trabalho para o setor agrícola. Participou de uma reunião com produtores na sede da Cooperativa Regional Tritisoja Ltda (Cotrisoja), que era presidida por Antônio Tonanni.

O Governo do Presidente Ernesto Geisel foi instalado em 15 de março de 1974. Ou seja, em pouco mais de um mês no cargo de ministro, Paolinelli veio a Dourados, iniciando sua árdua tarefa rumo ao desenvolvimento do cerrado através da produção agrícola.

O ministro disse que “o Brasil não pode parar de crescer, e a decisão do crescimento deste país, desta sua arrancada, eu confesso, está nas mãos da nossa classe produtora do setor agropecuário. Quero que os senhores mesmo decidam, se vamos estacionar a margem desta estrada do progresso como já o fizeram grandes nações; ou se vamos aproveitar a avenida mais ampla e mais larga para chegar lá, agora que o Brasil tem essas condições. Esta decisão não é do Presidente Geisel, ela deve ser de toda nação brasileira”, afirmou na reunião com os produtores, conformou noticiou o jornal O Progresso. A segunda visita de Paolinelli a Dourados ocorreu no dia 9 de abril de 1976.

Ele fez parte da comitiva do presidente Ernesto Geisel que veio lançar o Prodegran (Programa de Desenvolvimento da Grande Dourados). Paolinelli também esteve em Dourados, em junho de 2009, quando participou, na Unigran, do 10º Encontro de Plantio Direto no Cerrado. Consultor de negócios e produtor em Minas Gerais, o ex-ministro analisou o cenário mundial do agronegócio e as leis ambientais que, para ele, são elaboradas sem respaldo científico.

Paolinelli defendeu com ênfase a competência do agricultor brasileiro e também a Embrapa, destacando a real importância da pesquisa e da inovação tecnológica no crescimento da agricultura nacional. Prêmio Nobel Alysson Paolinelli foi indicado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq), ao Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação foi protocolada no último dia 22 de janeiro, no The Norwegian Nobel Committee, pelo professor Durval Dourado Neto, diretor da Esalq. Alysson Paolinelli é uma das principais referências do agro brasileiro.

Ele foi um dos responsáveis pela criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela revolução tecnológica que tornou o Cerrado uma das regiões mais produtivas do país. O mineiro e engenheiro agrônomo exerceu por três vezes o cargo de secretário de Agricultura de Minas Gerais e esteve à frente do Ministério da Agricultura no mandato do ex-presidente Ernesto Geisel (1974 a 1979).

Foi também deputado federal, diretor da Escola Superior de Agricultura de Lavras (Esal), chefe da delegação brasileira na Conferência Mundial de Alimentos da FAO e presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior do Brasil, conforme divulgou a Agência Senado. Atualmente, é presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e do Instituto Fórum do Futuro, embaixador da Boa Vontade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e responsável pela Cátedra Luiz de Queiroz, da Esalq.

O Nobel da Paz é concedido anualmente “para a pessoa que tenha feito o maior ou o melhor trabalho pela fraternidade entre nações, pela abolição ou redução dos exércitos permanentes e pela manutenção e promoção de congressos de paz”. O processo da nomeação de Paolinelli ao prêmio foi desenvolvido por uma rede de entidades sob a liderança do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e que teve recebeu apoio nacional e internacional.

Ao todo, foram recebidas 119 cartas, representando 24 países de todos os setores de atividade, para a indicação. “Paolinelli é o maior brasileiro vivo, é o visionário da maior revolução agrícola tropical sustentável que ocorreu no Brasil. Ele é um grande construtor da paz, pois alimento é paz, sustentabilidade é paz”, destacou Rodrigues. Sobre o Nobel O Prêmio Nobel da Paz é outorgado pelo Comitê Norueguês do Nobel responsável pelas normas de indicação, pela seleção dos candidatos elegíveis e pela escolha final do(s) ganhador (es).

É o único Nobel cujo desenrolar acontece fora da Suécia, país onde a premiação foi criada. O Prêmio é concedido em Oslo, capital da Noruega, e o seu Comitê é composto por cinco membros nomeados pelo parlamento norueguês. Na edição de 2020, foram mais de 300 indicações. Para o prêmio de 2021, as inscrições acontecerão até o próximo dia 31 de janeiro. O vencedor será anunciado em 8 de outubro e a solenidade de premiação ocorrerá em dezembro.

 

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