Henrique Shogum Kaminice, que segundo a polícia é apontado como o principal agressor, pagou R$ 1,5 mil de fiança. (Foto: divulgação)
DOURADOS – Se condenados, os rapazes envolvidos na agressão ao menor de 16 anos no Clube Indaiá, sábado passado, podem ser condenados de um a cinco anos de prisão. Conforme o Código Penal, essa é a pena prevista por lesão corporal grave no Brasil. Os três homens passaram uma noite na prisão, sendo libertados no domingo, após pagar a fiança arbitrada pela justiça.
O caso, que já deu bastante repercussão na cidade e pelas redes sociais, deixou a sociedade douradense revoltada.
Ontem a diretoria do Clube Indaiá divulgou uma nota revelando que, “pela gravidade dos fatos, decidiu pela instauração do processo de exclusão dos envolvidos do quadro de associados, conforme o que rege o Estatuto Social do Clube Indaiá, além da suspensão preventiva determinada pela Diretoria”.
Também esclareceu que “nas piscinas do clube há um salva-vidas, que presta o necessário serviço, mas que o clube entende que não havia a necessidade de um segurança, pois durante os 45 anos da sua existência, poucas foram as ocasiões em que houve fatos que suscitassem esta necessidade”.
A nota diz ainda que o “Clube Indaiá, em sua longa história sempre foi feito para o lazer da família, de forma que os fatos ocorridos deixaram todos os membros da Diretoria Executiva, bem como a totalidade dos associados indignados com os fatos ocorridos.
E que, apesar do desejo da Diretoria, em excluir sumariamente os agressores do quadro de associados, a mesma tem que respeitar o que prescreve o Estatuto Social do Clube, aguardando a decisão da Comissão de Sindicância, bem como do Conselho Deliberativo”, diz a nota.
O CASO
De acordo com Boletim de Ocorrência nº 697 de 2012, o adolescente teria esbarrado no educador físico e lutador de artes marciais Henrique Shogum kamenice, 31 anos, dentro da piscina. Este teria passado a agredir o garoto, na cabeça, apesar dos pedidos de desculpas.
Outros dois amigos de Henrique, Ronaldo Yuji Ueno Aname, de 31 anos, e Augusto kiyomura Rosslli, de 18 anos, também teriam participado das agressões ao menor. Conforme o B.O, um policial federal, que estava no local, teria pedido para que eles parassem de agredir o garoto, porém, um deles teria dito, que “não era para se meter, caso contrário iria apanhar também”.
A Polícia Militar foi chamada e prendeu os três homens em flagrante. O menor foi encaminhado para o hospital em estado grave.
No domingo, eles foram soltos após pagarem a fiança arbitrada pela promotora de Justiça Cláudia Almirão. Eles são acusados de lesão corporal grave.
Henrique Shogum Kaminice, por ser acusado de agressão, pagou R$ 1,5 mil.
Ronaldo Yuji Ueno Aname, de 31 anos, e Augusto kiyomura Rosslli, de 18 anos, apontados como co-autores na agressão, pagaram a quantia de um salário mínimo (R$ 622).
REPERCUSÃO
O caso mobilizou internautas pelas redes sociais. O pai do adolescente, Sebastião Oliveira Alencar, postou fotos do filho na internet. O garoto, com a cabeça enfaixada e o rosto machucado chamou atenção dos internautas. Em forma de desabafo, o pai questionou em carta/mensagem onde está a justiça? De que lado ela está, do crime ou do bem? Onde estão os direitos humanos?
Centenas de internautas compartilharam a mensagem via Facebook. O delegado Marcelo Batistela está apurando o caso.