Maníaco da Cruz deixa Unei em 5 meses

Prazo de internação do jovem acusado de uma série de assassinatos, em Rio Brilhante, vence dia 9 de outubro


João Rocha
 
Maníaco da Cruz foi preso em 2008 e pode ser solto no início de outubro desse ano (Foto: Hédio Fazan/arq.) Maníaco da Cruz foi preso em 2008 e pode ser solto no início de outubro desse ano (Foto: Hédio Fazan/arq.)

DOURADOS - Se o Poder Judiciário cumprir o que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Artigo 121, o jovem que ficou conhecido como “Maníaco da Cruz”, por ter cometido uma série de assassinatos, no município de Rio Brilhante, será colocado em liberdade num prazo máximo de cinco meses.

No dia 9 de outubro próximo, completam três anos que o jovem está em regime educacional de internação. No entanto o ECA estabelece no Artigo 121, que “em nenhuma hipótese o prazo de internação de um menor infrator pode exceder três anos”.

O estatuto diz ainda que após completado o prazo, ele deverá ser liberado e colocado em regime de liberdade assistida, sendo compulsória ao 21 anos. “Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autoridade judicial”, conclui o ECA.

A juíza Larissa Castilho da Silva Farias, da 1ª Vara Civel de Ponta Porã e que decidiu pela permanência do “Maníaco da Cruz”, na Unidade Educacional de Internação (Unei), daquele município, depois que ele completou 18 anos, no início do ano passado, agora terá que colocá-lo em liberdade, já que o ECA os laudos psicológicos realizados semestralmente perdem a validade, depois do vencimento do prazo de três anos.

Um projeto tramita no Congresso Nacional para permitir que a Justiça mantenha jovens e adolescentes, considerados de alta periculosidade, internado nas Uneis do Brasil, mesmo depois de completado prazo máximo estabelecido pelo ECA ou a maioridade, no entanto ele ainda não foi submetido a votação.

Odenir Alves de Souza, que é diretor da Unei Laranja Doce, em Dourados, onde o “Maníaco da Cruz” ficou internado por alguns meses, até ser transferido para Ponta Porã, explica que o não há o que fazer diante do que rege a Lei. “Não tem juiz que segure esse jovem na Unei. O ECA é claro. Se caso ele for colocado em liberdade e voltar a cometer outro crime, será tratado como réu primário, porque os crimes cometidos na infância e adolescência são anulados assim que o jovem infrator completa a maioridade”, relata o diretor.

RETROSPECTIVA

O adolescente foi apreendido quando tinha 16 anos, acusado de cometer assassinatos em séries, em Rio Brilhante. A apreensão dele aconteceu na madrugada do dia 9 de outubro de 2008.

Segundo a polícia ele matou três pessoas, cujos corpos foram colocados no chão em posição de crucificação, com os pés juntos e os braços abertos, segundo informações da polícia.

A primeira das vítimas foi o pedreiro Catalino Cardena, de 33 anos, morto no dia 24 de julho, daquele ano. No peito dele estavam inscritas as iniciais INRI ("Iesu Nazarenus Rex Iudaeorum" em latim, que em português significa "Jesus Nazareno Rei dos Judeus"), feitas a faca.

Um mês depois, Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, virou a segunda vítima. Seu corpo foi encontrado nu sobre o túmulo do cemitério situado em frente a sua casa, que a exemplo da primeira era homossexual. E no dia 7 de outubro de 2008, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, virou a terceira da série. "Ela estava muito bonitinha quando saiu de casa", disse o acusado sobre a menina, que conhecia desde criança.

Na época, depois de colher o depoimento, à delegada titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), Maria de Lourdes, disse que o rapaz é frio e vaidoso ao revelar sua personalidade e que matava somente "pessoas impuras".

O garoto que trabalhava em serviços gerais, morava com o pai, professor de karatê, e dois irmãos, na periferia da cidade onde foi preso. A mãe não mora com a família.

O rapaz era fã de Francisco Pereira de Assis, o Maníaco do Parque e queria matar mais pessoas do que o criminoso de São Paulo, que estuprou e assassinou sete mulheres. No quarto dele os policiais encontraram fotos e reportagens do assassino em série Francisco de Assis Pereira.

Além das fotos a polícia apreendeu ainda uma faca tipo peixeira, um canivete sujo de sangue, roupas e celulares que roubou das vítimas, além de jornais da região destacando os ataques do "Maníaco da Cruz".

ele nao pode ser solto

 
ana carla em 24 de novembro de 2011 - quinta às 15:02

ele deveria estar preso e ter a condenação igual a de um adulto!

 
aline cardena em 01 de novembro de 2011 - terça às 09:17

POr favor nao soltem esse Demonio...

 
kelli em 31 de outubro de 2011 - segunda às 22:18

pelo amor de DEUS, não soltem esse demonio

 
andreia em 08 de maio de 2011 - domingo às 21:44

Está na hora da equipe do governo revisar o Estatuto da Criança e do Adolecente, que foi instituído pela Lei 8.069 de 13 de julho de 1990, em concordância com a Constituição de 1988.
Como se vê, o ECA possui falhas e devem ser adequadas.
Passar a borracha no passado de um assassino em série é expor novamente a sociedade aos mesmos riscos ocorridos em 2008. Existe um velho ditado que diz: pau que nasce torto morrerá torto, principalmente se as Leis dão alicerce para a sua existencia. Acordem!.

 
ERNESTO em 05 de maio de 2011 - quinta às 09:20

Comentários

 



 
 
 
 
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