Waldir Guerra
Já estava se tornando uma frustração pessoal nunca ter visitado uma Expointer, a feira anual que se realiza em Esteio, município próximo a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Desta vez resolvi que estaria presente não somente para satisfazer a curiosidade, mas também conhecer as novidades que ela oferece para o povo em geral.
Não poderia adiar mais uma vez, como tenho feito todos esses anos passados, ainda mais porque agora um filho tor-nou-se gaúcho e, ainda por cima, produtor rural. Estive nessa exposição, então, em ótima companhia para ver e nos ma-ravilharmos nesta excepcional feira.
A abertura ao público foi no sábado dia 27 de agosto, mas a inauguração desta 34ª Expointer aconteceu no dia 2 de setembro, sexta-feira passada, com a presença da presidente Dilma Rousseff acompanhada dos seus ministros envolvidos com a área da agropecuária.
Com mais de 600 mil visitantes; 390 eventos entre palestras e seminários; 3 mil expositores; 150 raças e negócios que deverão totalizar mais de 850 milhões de reais, esta feira deverá ser anunciada como a maior já realizada. Apesar do frio e chuva nos três primeiros dias dessa 34ª Expointer os demais foram de sol, mas o frio não deu trégua, não. E para quem não está mais acostumado com tanto frio, como este sul-mato-grossense, fica difícil aproveitar tudo o que essa grandiosa exposição oferece.
Difícil até mesmo para assistir a disputa do Freio de Ouro, uma prova que vem sendo realizada nesses últimos trinta anos aqui na Expointer sempre nos primeiros dias da exposição. Participam dela os melhores ginetes do Brasil a fim de demonstrar toda a habilidade e função do cavalo Crioulo. Competem, através de eliminatórias durante o ano, cavalos Crioulo não somente do Rio Grande do Sul, mas de outros estados e inclusive do exterior, Uruguai.
Milhares de pessoas assistiam e torciam por seus cavalos favoritos e nem se importavam com o frio e a chuva. Mes-mo com o incômodo de uma garoa fina e um frio danado o entusiasmo dos aficionados não esmoreceu e culminou com gritos e celebrações quando foi declarado o campeão, ou melhor, os campeões porque há um primeiro lugar para machos e outro para as fêmeas.
Outra aula recebi durante o café da manhã no hotel ouvindo o jovem adestrador, bicampeão nesta Expointer na mo-dalidade Rédeas. Uma prova para demonstrar a funcionalidade do cavalo. O campeão desta modalidade (Rédeas), por sinal, é um paulista de Jundiaí – montando um cavalo Crioulo, claro. Aula porque revelou particularidades na sua inte-gração com o animal ao revelar que entrou às 3 (três) horas de uma madrugada fria e chuvosa para mostrar ao seu cavalo que a areia estava úmida e seria nessas condições que eles, cavaleiro e cavalo, iriam competir. Certamente foi esse entro-samento que os levou ao bicampeonato. Foi com satisfação que o cumprimentei.
Uma boa aula receberam também os responsáveis por organizar exposições agropecuárias no Brasil afora, pois cer-tamente estiveram presentes nesta 43ª Expointer a fim de melhorar as próximas feiras em suas cidades. Quanto a essa 34ª Expointer pode-se dizer que é a maior exposição de produtos da agropecuária do Rio Grande do Sul, um grande mostruário de máquinas e veículos, além de uma grande feira de negócios. Vale a pena visitá-la todos os anos porque ela é a maior feira da América Latina.
Membro da Academia Douradense de Letras, foi vereador, secretário do Estado e deputado federal