02/12/2012 18h43 - Atualizado em 03/12/2012 06h43
 

Estádios são obras e podem até ter prazos fixos para sua conclusão

Pela importância e pelo número de eventos esportivos relevantes que o Brasil tem pela frente, como a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, a pressa em concluir estádios já não é a preocupação maior.

Os estádios estarão prontos, sim, e se algum deles não estiver concluído ainda haverá a possibilidade de transferir os jogos; afinal, essa Copa tem cidades indicadas até demais.

Toda semana há reportagens mostrando a evolução dessas construções gigantescas, mas e o que se faz para garantir a segurança nesses eventos? Desculpe caro leitor, mas ultimamente ando angustiado com essa queimação de ônibus; não pelos estragos, pois os bandidos se dão à elegância de mandar desembarcar os passageiros, mas pela ousadia deles. Parece que querem dominar a polícia! E pior. Está acontecendo em São Paulo, no Rio e agora em Santa Catarina. Parece que a coisa está se espalhando pelo país todo. Mas a troco de quê, afinal?

Evidente que se gasta dinheiro demais com estádios quando se deveria gastar mais em segurança e preparando melhor os policiais; aumentando a quantidade deles e pagando-lhe salários melhores – assim diminuiriam os subornos e a corrupção. E é verdade! Eles ganham mal e muitos se corrompem por conta disso. A comparação pode ser feita com a Polícia Federal. Esta tem índices de corrupção baixos e tanto é verdade que hoje a população confia na PF – e ela faz por merecer essa confiança.

Estádios são obras e podem até ter prazos fixos para sua conclusão, mas não é o mesmo que educar toda uma população preparando-a para receber centenas de milhares de pessoas nesses próximos eventos. Mais, saber que as imagens do país serão projetadas em milhões de lares do mundo inteiro durante os eventos e que, através delas, fixaremos ou não, o conceito que temos de ser um povo alegre. Pensar nisso é angustiante. E mais angustiante ainda é ver esses ataques e assassinatos de policiais acontecendo todo dia no Rio e São Paulo. Esses três eventos, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada irão projetar e formar nos-sa imagem lá fora de tal maneira que se formos competentes e provarmos que: realmente somos o povo mais alegre do planeta; somos educados e recebemos bem os visitantes e temos sol e belas praias o ano todo, daí então, depois desses eventos, é só correr pro abraço porque nossa maior riqueza será a indústria do Turismo.

Vale à pena apostar nessa proposta! Mas é preciso começar agora as campanhas de conscientização. Não podemos perder essas boas oportunidades. Este assunto é de tamanha importância que o governo ao elaborar a Lei da Copa, Lei 12.663, de 5 de junho de 2012, deveria ter tido a precaução de inserir nela, não apenas garantias à FIFA, mas garantias aos turistas e ditar aos órgãos de segurança regras específicas para delitos e crimes contra turistas durante esses eventos.

Aos que pensam ser tarde para tomar essas atitudes agora se pode dizer que não há outra opção por-que não há como descartar esses eventos; estamos comprometidos em realizá-los. E de mais a mais, também muito orgulhosos em termos sido indicados para promovê-los. Mas, cá pra nós, arriscarmos a ter assassinatos diários, como acontece hoje, em meio a uma Copa do Mundo, e pior, com algum turista, é botar tudo a perder. Por isso, a construção de estádios, não deveria ser a preocupação maior.

  • Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.
    e-mail: w.guerra@terra.com.b*
 
 
 
 
 
 
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