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Carlos Alberto Vittorati

Para recomeçar o Brasil (LXV)

13 Mar 2018 - 07h00Por Fatima Frota/Pedagoga Do Progresso
A Rede Globo de Televisão está questionando as pessoas para que falem acerca do Brasil que elas querem para o futuro. Pois bem, é preciso que tenhamos claro que o Brasil do futuro, além das grandes transformações que são necessárias, precisa preservar e aperfeiçoar o que é bom, o que funciona. E, isto, mesmo quando alguns interesses particulares são feridos. Pois, é preciso que seja desenvolvida, cada vez mais, a noção de que o coletivo ou social, é mais importante que os interesses particulares.

E, falando sobre coisas boas, que precisam ser preservadas e melhoradas, uma delas é a legislação que permite que empresas em dificuldades econômicas e financeiras ganhem tempo e condições administradas de tentativas de recuperação. E, quando demonstram que, por seus meios, não conseguirão recuperação, possam ser adquiridas por empresas outras ou por grupos econômicos e/ou financeiros que consigam fazê-las continuar operando. Este é uma lei de fundamental importância para o país, pois, permite que os interesses econômicos locais e regionais sejam levados em conta, acima da preocupação menor da preservação das riquezas empresariais e pessoais. É importante que seja levado em conta – sempre – o interesse maior da preservação local da capacidade de se gerar empregos e renda. E, mais importante, ainda, quando tais condições são mantidas em localidades do interior, onde determinadas entidades empresariais são as únicas ou as mais destacadas geradoras dos fatores indutores de melhoria de qualidade de vidas das pessoas: empregos e renda.

E, fizemos todo este introito para entrar no fato que merece a nossa atenção, nesta semana. Estamos seriamente preocupados com o fato de que à Justiça cabe analisar a proposta efetuada pelo Grupo Econômico Pedra Angular Investimentos, visando a continuidade das operações econômicas da Usina São Fernando de Dourados. Pelas pessoas que o compõem e pelo que se propõe a fazer, o Grupo Econômico mencionado não é somente o mais indicado para fazer a usina referenciada retomar sua capacidade de atuação, como é tudo o que Dourados e região poderia merecer de mais condizente. Pelo que pudemos apurar, o Grupo Econômico é composto por gente séria e competente, que conhece de economia e de negócios e que tem todas as credenciais para fazer o negócio econômico (Usina São Fernando) voltar a produzir e a gerar empregos na cidade e na região de Dourados.

É verdade que alguns veículos da imprensa local lançaram dúvidas sobre a idoneidade do Grupo, dizendo que determinado nome, em especial o do famoso e competente economista, Dr. Winston Fristch, embora citado como componente do Grupo Econômico, não constava de seu Contrato Social. Acreditamos que pouco importa um fato menor como este, desde que a Justiça entenda que existam duas condições importantes: que a Usina São Fernando possa ser recuperada e que o Grupo Econômico Pedra Angular possa fazer isto. Afinal, o que está em jogo, mais do qualquer outra coisa, são os empregos diretos e indiretos que a Usina gera e que, em sendo recuperada, poderá vir a gerar. Dourados vive uma situação de letargia econômica e uma situação de aumento do número de empregos é de suma importância e de vital oportunidade. Precisamos que a economia local seja sacudida com boas notícias e que o humor dos possíveis investidores seja grandemente levantado. Precisamos que mais negócios sejam implementados na região, pois, o que está em jogo é a capacidade e se fazer riqueza no meio local, permitindo-se às gentes daqui, viverem com mais capacidade econômica e com mais dignidade. Não estamos, sinceramente, preocupados com quem faz parte do Grupo Econômico Pedra Angular. Estamos preocupados, sim, que ele tenha a sua proposta de recuperação econômica da Usina São Fernando aprovada e que a unidade de produção econômica referenciada volte a ser capaz de atuar com sua plena capacidade de produção. Estamos preocupados, sim, que existam condições de se gerar mais uns três ou quatro mil empregos diretos, que existam condições de gerar uma renda circulante de uns 10 milhões de Reais/mês, que incremente a economia local. Estamos preocupados – sim – que o comércio e as entidades de serviços locais voltem a operar com demandas econômicas plenas e, que também elas, voltem a gerar empregos e renda. Dourados precisa disto e o estado de Mato Grosso do Sul, mais ainda.

Que a Justiça, ao analisar a proposta do Grupo Econômico que se dispõe a assumir o controle da Usina São Fernando seja tocada pela iniciativa de preservar os interesses econômicos locais e regionais e que aceite a mencionada proposta. É a nossa torcida.

E, voltamos a aproveitar o espaço para lembrar que, possivelmente, neste ano de 2018, teremos as previstas novas eleições. E, é importante lembrar que: quem vota em político mequetrefe é mequetrefe, também. Pense bem, caro leitor, para que no futuro não tenhamos que conviver com coisas tão tristes e tão humilhantes, como as atuais.

Graduado e pós graduado em Ciências Econômicas. ([email protected])

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