Mauro Luiz Pizzini
Morrem 35 mil pessoas/ano no trânsito brasileiro, sendo que em mais de 50% dos acidentes, os motoristas estão alcoolizados. Somente o SUS, gasta 13% do orçamento com vítimas desses desastres, sem contar o sofrimento emocional e os prejuízos materiais.
Recentemente, o STF recusou a mudança de julgamento de homicídio doloso (intenção de matar) em dolo eventual (analisar cada caso de condutor embriagado, isoladamente) e acabou decidindo por crime culposo (sem intenção de matar). Acho que o dolo eventual seria a solução mais adequada, visto que, alguns se embriagam após uma notícia traumática ou por desespero e usam o carro como fuga, provocando uma tragédia – diferente da arrogância de quem sabe o que está fazendo. No entanto, o que mais me incomoda é o descaso com a tragédia.
O governador de MG (Aécio Neves) e o Deputado Federal (Romário) se recusaram a fazer o teste do bafômetro; em Brasília, políticos dirigem após fazerem orgias regadas a uísque escocês; invariavelmente, vemos pessoas “importantes” – que deveriam ser exemplos – embriagadas, envolvidos em desastres; falta de recursos na fiscalização, conivência de policiais corruptos e a paixão nacional pelo álcool, tornam - quase impossível – uma mudança no curto prazo, mesmo, com campanhas publicitárias, na TV.
Para pensar: morte no trânsito, sua família, ainda, vai ter alguém!
**MAURO LUIZ PIZZINI *CABELEIREIRO