Mauro Luiz Pizzini *
Estamos em ano eleitoral, quando começam a pipocar várias pesquisas de intenção de votos. Difícil é o eleitor saber quais delas são confiáveis, visto que alguns institutos são criados, somente, para beneficiar políticos, os quais usam os dados para manipular a população.
Há pesquisas - sem informar, quando, onde e com quem foram feitas - “encomendadas” por empresas (exaltando as qualidades, não comprovadas) de certo produto, a fim de alavancar sua venda; por isso é comum produtos aparecerem, tanto como vilões, quanto como milagrosos.
Quando tratam de assuntos polêmicos, - mesmo sendo feitas por entidades sérias - podem apresentar resultados errados. Quantos entrevistados dizem que são desonestos, mal educados, pais ausentes, sexualmente inativos, corruptos ou HIV positivos? Não basta um instituto honesto, é preciso sinceridade dos entrevistados.
Para piorar o quadro, a popularização da internet faz com que informações absurdas se tornem verdades absolutas. Basta duas pessoas acessarem uma pesquisa no google que “a mentira” se espalha como praga.
Estatísticas mostradas por órgãos públicos, também, devem ser motivo de desconfiança. Muitos governos maquiam dados negativos (saúde, educação, arrecadação, segurança) tentando iludir a população.
Como, ainda, não inventaram mecanismos para separar o joio do trigo e o jeitinho brasileiro não sai de moda, faça como o povo mineiro: desconfie sempre!
CABELEIREIRO | e-mail: pizzmauro@gmail.com