Matar ou não matar?

Por: Fátima Frota - 06/12/2016 09h23

Ao nos depararmos com assassinatos ceifando vidas em todos os cantos do universo, o sentimento que temos é de dor. Como podem fazer isso? Assassinar pessoas, tirando os sonhos, as perspectivas de lutas e crescimento... São tantas crianças, jovens e idosos morrendo pela mão de uma pessoa ou de um grupo. Quanta tristeza e indignação invadem o nosso ser. Só que, por outro lado, tem outro tipo de crime que tentam a todo custo, legalizar: o aborto. Será que matar (interromper) o que está num ventre, indefeso e sem condições de sair correndo para buscar ajuda, é diferente daqueles outros assassinatos? Não matarás, é a Lei Divina. Pra que arrumar carma para as futuras gerações?

Pergunto aos favoráveis: Se fosse você o feto a ser abortado? Como estaria se sentindo nesse momento crucial? Consegue se colocar no lugar do ser fecundado? Este que deveria passar por 9 meses de gestação é um ser pensante que ali se encontra num processo de crescimento e desenvolvimentos das suas características físicas e psicológicas. Muito aprendizado acontecendo nesse período de gestação, dizem os especialistas no assunto.O corpo é meu e faço o que quero, afirmam as mulheres.

Então empreste o seu corpo para a vida do feto e ao nascer, entregue para a doação, mas não desfaça o sonho daquele que quer renascer. Isso: doação é o caminho. Mas, não é melhor pensar e fazer assim? Conheço muitas jovens e até senhoras que optaram por isso. Preferiram não abortar.

"Ele estaria com quatro anos", chorou a mulher no momento da entrevista na Casa Espírita, dizendo ter abortado. O que fazer?

O ato aconteceu e está sofrendo as consequências. A sugestão é não ficar remoendo a atitude que fez. Ao invés disso, sugerimos a postura de Pedro, o Apóstolo "Mas sobretudo, tende ardente caridade para com os outros, porque a caridade cobrirá uma multidão de pecados." (1.ª espístola, cap IV, vers. 8). Se fez a opção pela dor, faça agora a opção pelo amor. Se ficar paralisada pelo remorso e culpa, a desarmonia toma conta de você e aí terá o desconsolo das companhias trevosas. Não abra as portas para a culpa e se entregue a outras atividades de benfeitoria ao próximo, de preferência, a crianças órfãs e abandonadas. Jesus estará contigo numa caminhada de refazimento. Através do amor é muito mais fácil o reequilíbrio de uma alma.

Mas, se passa pela sua cabeça praticar tal ato, mais uma vez suplico, é uma vida que está no seu ventre e não é o acaso que permitiu a gravidez. Não existe acaso, existe uma inteligência suprema que tudo vê, tudo cuida e também provê. Enfrentar uma gestação indesejável e as suas consequências exigirá uma personalidade amorosa e firme sem deixar se influenciar pelo que a família, os amigos e outras pessoas pensam.

É difícil, sei disso, mas pense na vida que está dentro da sua vida. Pois Deus te perguntará um dia: "Que fizeste do filho que te dei"?

Pedagoga e Espírita. e-mail: vozesespiritas@gmail.com