29/03/2012 09h45 - Atualizado em 29/03/2012 09h45

O leitor acha que deputados e senadores ganham mal ?

 

Manoel Marques Cardoso *

Eu, pessoalmente, acho que são os mais bem remunerados do mundo, mas o senador Ivo Cassol (PP-RO) não acha.

Vejamos sua declaração que foi divulgada em toda imprensa escrita nacional: “O político no Brasil é muito mal remunerado porque tem que atender com passagem, dar remédio, é convidado para ser patrono de formatura. Se bater alguém na sua porta pedindo uma Cibalena, você não vai dar?”

Essa declaração que afronta nossa inteligência, surgiu porque A Associação dos Servidores do Ministério Publico Federal, pediu a extinção do pagamento do décimo quarto e décimo quinto salários aos ilustres deputados e senadores.

Ora Senhor Cassol, o senhor e todos seus pares, que desfrutam das maiores mordomias publicas do planeta, vem com essa conversa fiada de que tem que dar remédios aos seus eleitores.

O senhor está confessando que os mantém sob cabresto com essas misérias que eventualmente distribua, ou o senhor não sabe que o que deve funcionar é um sistema de saúde decente por cujos benefícios os brasileiros pagam règiamente.

O ilustre senador não sabe que na Suécia os parlamentares moram em apartamentos que oscilam de 18 a 36 metros quadrados e lavam suas próprias roupas na lavanderia comunitária, numa demonstração de que ser político é uma doação de parte de suas vidas e não um desfrute deslavado de dinheiro público, como ocorre no Brasil.

O ilustre senador não sabe que a maioria das emissoras de rádio e televisão são outorgadas a políticos que fazem dessa obtenção o maior banco de trocas nas duas casas legislativas e depois usam essas emissoras para fazer lavagem cerebral em seus eleitores.

Não sabe o ilustre senador que essas emissoras são usadas o ano todo em disputas eleitorais como ocorre no Brasil inteiro, com maior ênfase no estado do Maranhão, onde os Sarneys mantém uma guerra pelo poder e sempre saem vencedores porque tem os maiores meios de comunicação obtidos sempre por barganhas políticas..

Não podemos nos esquecer que os milionários Sarneys (todos, tanto o pai como os filhos, especialmente o artífice das grandes jogadas, o espertíssimo Fernando Sarney) estão podres de ricos e mantém o estado como o mais pobre do Brasil enquanto o dinheiro jorra nas mãos desses ilustres senhores feudais. Lembrando que essa família nunca produziu um pente sequer.

No resto do Brasil não é diferente, enquanto o prefeito de Dourados faz o melhor que pode nos consertos dos absurdos abandonos a que a cidade esteve relegada nos últimos anos, temos críticas de potenciais candidatos mostrando, pontualmente, problemas decenais que em toda cidade existe, até porque, nenhum dos candidatos em evidência nunca mostraram seus currículos atestando garantias de que farão melhor.

Tenho uma certa aversão à política por causa desse modus operandi, o sujeito nunca administrou nada e vem com a conversa que vai transformar a cidade num paraíso, só não diz como vai fazer isso.

Tivemos candidatos que fizeram as mesmas fúteis promessas e não mostraram a que vieram, por esta razão a cidade está nesse caos que conhecemos.

Estamos vendo progressos que precisam ser reconhecidos, criticar, pontualmente, alguma falha que existe há dezenas de anos é fácil, o difícil e subir no palco e substituir os atores.

Ë o mesmo que gritar da platéia, suba no palco e faça melhor.

Tenho ouvido de pessoas que transitam a pé pela cidade que a retirada das rotatórias foi uma benção, agora têm a oportunidade de atravessar a avenida com segurança.

Como nem Cristo acertou em tudo, temos críticas em face de o sujeito ter que rodar uma ou duas quadras para fazer conversões.

No conforto de seu carro, uma quadra não é nada, mas ficar quinze ou vinte minutos ensaiando para atravessar a rua no final das rotatórias, isso sim era uma afronta ao cidadão.

Voltando ao início da conversa, são 12 dias trabalhados por mês, atingindo mais ou menos 100 dias por ano, levando em conta todos os recessos que eles criaram, e ainda não querem abrir mão dos absurdos dois salários adicionais, além do décimo terceiro que recebem normalmente.

Agradeço ao Romário por esclarecer-nos das verdadeiras indecências que ocorrem na câmara federal, além do dolce far niente dos parlamentares que não querem abrir mão dessa boquinha.

Economista/empresário | e mail manoelmarquescardoso@hotmail.com

 
 
 
 
 
 
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