27/10/2011 18h46 - Atualizado em 27/10/2011 18h46

INDIOS - NÃO INDIOS E AS AMBIÇÕES

 

Manoel Marques Cardoso *

Quero crer que em relação aos índios que vivem e convivem nas cercanias de Dourados, pelos critérios estabelecidos nas leis e no convívio pacifico com os cidadãos não devem gerar grandes conflitos.

Li no Editorial de O Progresso que ocorre uma invasão de índios em terras de um cidadão da família Iguma e, aparentemente, sem nenhuma justificativa, até porque isso caracteriza o desrespeito ao direito de propriedade que é uma dos pilares da essência democrática.

O que me pareceu pior é que esses invasores estão buscando índios de outras regiões para engrossar o movimento, atitude incongruente com as normas mínimas do bom convívio que por certo, deveria ser pacifico e harmonioso. A sociedade tem contribuído, em grande medida, para que esse convívio seja pacifico com contribuições que saem dos bolsos dos cidadãos que labutam no seu cotidiano.

Os recursos são endereçados ao governo federal que os devolve em formas diversas aos povos indígenas, cujos repasses ocorrem através de cartões para sacar dinheiro em bancos, cestas básicas, estruturas como a Funai/Funasa, tratores, sementes, assistência medica a toda comunidade, construção de escolas, hospitais e assistência jurídica.

Li há algum tempo que uma ONG regida pelo vereador Dirceu Longui e esposa, recebeu R$.6.000.000,00 para serem aplicados em beneficio da comunidade indígena e neste momento mais R$.1.000.000,00 provisionado para 2012 pelo senador Delcidio, além de mais outro tanto já a disposição do reitor de UFGD destinado a estrutura para estudos indígenas.

Creio que talvez eles tenham mais algumas reivindicações que possam ser justas, mas os não índios tem centenas de necessidades, igualmente não satisfeitas pelo mesmo governo centralizador e incompetente, mas isso é o que temos e precisamos conviver com nossas deficiências.

As considerações de Dauzely Batista Costa, sobre a proteção aos adolescentes para desenvolver-se sem traumas, citando tanto índios como não índios, mostra um excesso de tutela e leis que tentam proteger demasiadamente esses jovens.

Acredito que existe uma tendência ao bom mocismo em todas essas considerações de proteção ao jovem depois dos 13 ou 14 anos, que já dispõe de razões e vontades definidas, isso quando não são tratados como debilóides, sem que se mostrem a eles a realidade brasileira, um país que se insurge como rico quando tem um índice de analfabetismo assustador e bolsões de miséria gigantescos.

Não precisamos ir muito longe, é só assistir a quantidade de pessoas que morrem no uso de seus veículos, conquistas recentes, que tem dado a muitos cidadãos super poderes associados a imperícia e imprudência no uso dessas máquinas.

Fui o exemplo clássico do abandono e miséria que nunca me convenceu que teria que viver naquele estágio para o resto da vida, sempre tive e fui motivado para conquistas e que na vida temos que ter como trilha principal a ambição em ter e fazer coisas que nos levem ao sucesso, tanto financeiro, econômico e cultural, o que acredito está faltando na maioria dos nossos adolescentes que mais se preocupam em embebedar-se e ficar jogados pelas esquinas da cidade, castrando assim, os motivadores sonhos de levar a efeito suas ambições.

Quem não quer ser rico? Quem não quer ter casa, automóvel, casar e ter uma família com vida confortável e feliz? Quem não quer viajar e conhecer lugares bonitos e curtir momentos de lazer com a família ou mesmo com amigos, mas com princípios de decência e comportamento adequado ao status conquistado? Quem não quer ter um bom emprego e ser respeitado como profissional competente e indispensável para a empresa, de terceiros ou sua própria?

Chega de conversa fiada de proteger jovens com 15 ou 16 anos, eles tem inteligência pra saber que se não nasceram em berço milionário, precisam ir a luta e conquistar bens que lhes dê satisfação e respeito numa sociedade essencialmente plutocrática, materialista e opressora com aqueles que não conseguem ultrapassar a barreira da miséria.

Aos jovens índios devem ser proporcionados os mesmos sonhos da ambição e meios de lutar para conseguir sucesso e status que, neste momento, pouquíssimos têm acesso.

Tirem os jovens da frente das novelas e ofereçam-lhes livros, é um bom começo.

  • Economista/empresário e mail manoelmarquescardoso@hotmail.com

Caro Fernando, como você vê, as opiniões são dispares, a Angelina teceu um comentário totalmente em desacordo com suas idéias.
Acredito que tenho e preciso respeitar opiniões, mas a introdução de seu comentário colocou dizendo que não tenho noção do que digo, ficou um pouco "weird" .
Acredito que deve ler, novamente, o artigo e verificar que estou mais ou menos de acordo com o que pensa sobre as desigualdades sociais, especialmente quanto ao desejo intrinseco e vontade de crescer de cada individuo, especialmente os jovens.
Em nenhum momento coloco que ser pobre é defeito, isso é você quem está dizendo, mesmo assim agradeço pela leitura de nosso texto.

 
Manoel Marques Cardoso em 11 de novembro de 2011 - sexta às 16:31

Demorei a entender,mas noto que vossa senhoria não tem noção do que está falando.
1º O artigo da amiga Dauzely, pelo meu entender está relatando é no requisitos de vermos e de darmos oportunidades de igual para igual não no requisitos de vermos e termos recebido investimentos do caros amigos políticos segundo eles não fizeram mais do tinham que fazer sua obrigação.Mas se relata de direitos de igualdade sabemos que ainda em grande parte tem discriminação e no segundo sempre os indígenas são visto de forma diferenciada.Sabemos que existe pobres e m todos os lugares do mundo e que tb são discriminados e claro sofrem preconceitos.Mas precisamos olhar o que esses políticos e nossa sociedade causaram lá no princípio,tanto nos povos indígenas como nos nossos pobres.Mas ser pobre não é defeito o defeito é não querer ver que são questões de valores que nós mesmo colocamos.

 
fernando em 07 de novembro de 2011 - segunda às 22:06

esse é o artigo que vale a pena ler de manhã, essa é uma pessoa de visão e que com certeza tem muito a oferecer.

 
angelita em 28 de outubro de 2011 - sexta às 08:16

Comentários

 
 
 
 
 
 
 
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