05/10/2011 14h34 - Atualizado em 05/10/2011 10h34

Cooperação

 

Julio Capilé

julio.capile@apis.com.br

Uma das virtudes que mais conquista amigos é a ajuda. Ao colocar-se prontamente com disposição de cooperar em qualquer situação, ficamos conhecidos e queridos tanto dos trabalhadores que prestam auxilio ao público alvo, quanto deste. Não podemos deixar de cooperar nas situações difíceis, nas catástrofes e mesmo ao vizinho necessitado. Cooperando ficamos unidos a determinado grupo que em vibração comum aplainam as veredas da vida de todos. Há alguns trabalhadores que, com o tempo, se cansam e desistem de pensar nas necessidades dos outros e se deixam ficar fora das reuniões cooperativistas. Não cooperativismo como uma instituição, mas como modo de vida como cristão que deseja seguir o Cristo. Em Paulo (Gálatas, 6:9), o Apóstolo dos Gentios nos adverte: “Não nos desanimemos de fazer o bem, pois, a seu tempo ceifaremos se não desfalecermos”.

O obreiro deve estar a todo instante pronto a prestar sua ajuda com boa vontade e alegria em ser útil. Muitas vezes surge um desânimo, um pensamento “já fiz muito, agora não vou”, mas é nesses instantes que devemos usar a fórmula de Jesus: “vigilância e oração”. Logo que nos dispusermos a atender ao chamado, desaparece a preguiça ainda deixando um pouco de desânimo, para depois surgir a alegria de servir. “Foi o satanás a malhar em nossa eira”.

Caso não vençamos a má vontade inicial, ficaremos com o sentimento de culpa a cutucar nossa sensibilidade e a nos causar insônias. Por isso devemos estar sempre, mas sempre mesmo a vigiar nossos pensamentos e atitudes, pois, se atendermos à preguiça uma vez, ficará o caminho aberto a futuras deserções e, depois de vezes seguidas fica o obreiro sem jeito de aproximar-se do grupo. Com o tempo arranja a desculpa: “ah! Meu tempo já passou” Daí em diante fica desamparado dos Espíritos do Bem, pois estes estarão sempre próximos dos necessitados e com eles estará Jesus, conforme Sua promessa.

Paulo em sua missiva aos Tessalonicenses diz: E que os tenhais em grande estima e amor, por causa de sua obra. O importante, portanto, é aquilo que praticarmos em favor de alguém, pois a “fé sem obra nada vale”.

O principiante no cristianismo observa os mais antigos e toma alguns como modelos a seguir. Conforme o padrão que observar entusiasma-se e deixa tudo para seguir os ensinamentos do Mestre. Passa a ser fanático no conceito dos familiares, mas, fanatismo é uma atitude despida do saber e quem estuda uma Doutrina lógica não fica fanático e sim entusiasta. Isso acontece a todos os obreiros com fé. Com o tempo organiza metodicamente sua vida. É um rio novo correndo serra abaixo encachoeirado e cheio de corredeiras, vibrante, alegre. Chega ao vale e tranqüilo está apto a servir mais. O novo obreiro se insere onde melhor possa servir. E o hábito do labor será sua paz.

Médico. Escreve às 4ªs feiras no O Progresso.


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