José Alberto Vasconcellos *
Hoje, véspera do dia 15 de novembro. Amanhã (dia 15), comemoramos a Proclamação da República, pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, no ano de 1889.
Para complementar a breve história desse personagem, lembramos que em 1891, dois anos depois, ele foi eleito, pelo Congresso Constituinte, primeiro presidente do Brasil. Ainda nesse mesmo ano (1891) o então presidente Deodoro vendeu as reservas de ouro do país e a Estrada de Ferro Central do Brasil, para grupos estrangeiros. Esse tirocínio administrativo custou-lhe o cargo de Presidente.
Fácil deduzir, que com esses dois atos “patrióticos”, o Marechal na qualidade de presidente da República, inaugurou-se a fase retribuitiva (retribuere) na política brasileira.
Hoje a atuante imprensa denuncia as bandalheiras, e não tem dado tréguas aos vendedores da Pátria. O governo do PT demite “de mentirinha” ministro larápio, que já se tinha demitido, depois de pego com a galinha na boca e acuado com o barulho da opinião pública, que destelhou o galinheiro. — Maldita imprensa! Tem sido o desabafo do militante desmamado.
“Demitido” o malfeitor (agora ladrão tem o nome de malfeitor), o PT utiliza-se da mesma imprensa para tentar passar ao contribuinte a imagem de governo austero, exigente, moralizador... mas os malfeitores ainda nos galinheros, conseguem surrupiar 85 bilhões de reais a cada ano, dos cofres públicos. Ufa!
Quando você utiliza-se do celular, que lhe é de extrema valia, você está contrariando as diretrizes do PT, que fez das tripas coração para evitar que o presidente Fernando Henrique privatizasse a telefonia e colocasse esse aparelhinho nas suas mãos.
O PT temia que o proletariado, tendo acesso a um celular por alguns trocados, conforme acontece hoje, ficaria mais sabido, mais arredio aos assédios da militância. As privatizações – não se pode negar – fizeram bem aos brasileiros e ao Brasil.
Contrariando fatos históricos, vem a revista Veja, pág. 12, ed. 16.11.11, dando asas à ignorância reinante:
“Boa parte dos demais personagens pertence ao que se pode chamar de nova classe média brasileira – um grupamento que, desde 2003 (data em que Lula tomou posse),graças à estabilidade econômica e aos bem-sucedidos planos sociais, incorporou 39 milhões de pessoas e, atualmente compõe mais da metade da população do país.” (Nota sobre posse, nossa.)
O “colega” da revista esqueceu-se, que antes do Lula tivemos o Itamar Franco, aquele do Plano Real; e o Fernando Henrique Cardoso, aquele do celular. Só depois deles, é que se chegou ao ano de 2003, quando foi coroado “aquele que não sabia de nada”; “o defensor intransigente das três refeições”, e que forjou para a posteridade o slogan: “Nunca antes neste país!” Improcede, meu velho, o “...desde 2003” , assimilou ?
Mas voltemos ao Marechal presidente, Manuel Deodoro da Fonseca, que detonou a Monarquia e vendeu o ouro do Tesouro e a Estrada de Ferro. É de justiça reconhecer: esse primeiro presidente, forjou os princípios morais , da república. Hoje a nossa República Federativa do Brasil, mãe dos malfeitores e madrasta dos contribuintes, revela um nível cultural que disputa, com nações mais atrasadas da África, o último lugar.
Nesses princípios assentou-se o direito, aos políticos para venderem até a Pátria! Mentir, embromar e encenar. Modus operandi protegido pelo foro privilegiado, e consagrado pela condescendência dos Tribunais. Ao povo apenas o privilégio de bancar o palhaço e ruminar a raiva.
Pois bem, hoje 14 de novembro, repórter da TV, numa movimentada rua de uma grande cidade, interpelava os passantes, pessoas relativamente bem vestidas, com boa aparência, jeito de esclarecidas...perguntando a elas:— O que o brasileiro comemora no dia 15 de NOVEMBRO, amanhã?
Abordados mais de dez transeuntes, nenhum deles soube dizer o que comemoramos no dia 15 de NOVEMBRO. Um deles, respondeu que não sabia, mas que seu companheiro ao lado, era advogado e sabia. Pasmem, o tal advogado confessou também não saber!
Quando o brasileiro não sabe o que se comemora no dia l5 de NOVEMBRO e escreve na prova do Enem “cerumano” em lugar de “ser humano”, conclui-se que a “coisa tá feia, né sô!”
Membro da Academia Douradense de Letras.