02/02/2012 17h19 - Atualizado em 02/02/2012 17h19

Estilos profissionais...

 

Isaac Duarte de Barros Junior *

Como pretenso articulista, gosto de ser eclético ao escrever a respeito de algo. Minutando minhas modestas opiniões, meu estilo é diversificar os assuntos focados, nunca me prendendo aos mesmos argumentos ou limitando-me a preferências pessoais. Geralmente, faço as minhas crônicas dessa maneira, justamente para no meu conceito intrínseco, não culminar fazendo textos repetitivos, me tornando um chato como diversos articuladores, artesãos dos mesmos temas, que apenas usam um cunho redacional diferente, na feitura de cada matéria abordada.

Portanto, o meu método, se é que tenho algum, materializa-se sempre cheio de variedades. Enfim, considero pobreza vocacional, para não dizer carência cultural, um articulista ser considerado por leitores, colunista autor de temas semanais semelhantes. Todavia, certamente existem blogueiros, sites e até jornais impressos, que nunca modificam o seu conteúdo direcional, incluindo as finalidades ou propósitos dos textos recheados de perversidades.

Na internet, epidemia do momento, apesar dos grandes avanços tecnológicos, tem ocorrido quase sempre dessa forma. Ali, alguns seguidores contumazes, adeptos dos chatérrimos estilos únicos de tradicionais jornalistas veteranos, opinam. Antigamente, senão estou enganado, eram chamados leitores simplesmente, que agora os felicitam na condição de modernos internautas maus caráter.

A maioria acentuada dos dirigentes de blogs, na realidade são jornalistas usuários das carcomidas linguagens chulas do passado, os quais após criarem artigos alicerçados em bobagens, terminam despejando entulhos de seus velhos recalques íntimos, articulando ranços nas modernas páginas da web. Interessantemente, quase todos esses profissionais das comunicações, facilmente podem ser identificados como sendo elementos ridículos, eternos focas arcaicos.

Descarados, demonstram em seus mesmíssimos textos gêmeos, estarem superados profissionalmente em decorrência do tempo, nada mais lhes restando qualitativamente, vitimados que foram pelas evoluções dos colegas comunicólogos mais jovens, na ativa militância. Desse modo, muitos deles acostumados a fazer chantagens, pedindo propinas, ameaçam os agredidos em suas matérias, solicitando valores, caso queiram faze-los se calar. Pagos, cessam as suas articulações despropositais, onde expelem cizânias, espalhando-as para o conhecimento popular, particularmente de seguidores internautas parvos, bajuladores xucros, sem escolaridade, otários residentes em Mato Grosso do Sul.

Essa gente costumeiramente enjaulada num espaço fabricador de tolices, vivendo entre as grades do irracional, pudessem agir livremente, violariam os limites da salutar prudência, e circulariam candidamente, tentando causar estragos na dignidade de cidadãos descuidados. Algumas dessas figuras, partidárias de esquerdismos sem nexo ou da razão de existirem falcatruas, como jornalistas somente espalham a intranquilidade canalha que possuem, fustigando as fragilidades humanas, nos apertados caminhos por onde transitam. Depois, satisfeitas com as maldades praticadas, atropelam dignidades, usando a falta de seus sensos do ridículo, defeito que lhes é próprio, terminando por pisar nos bons princípios da moral.

Escravos do vil metal, sinônimo pecuniário do chamado dinheiro, esses jornalistas fariam de tudo, nessa busca desesperada, de metamorfosearem-se em senhores abastados. Para depois, bem tranquilos economicamente, chicotearem honras intocáveis, as quais costumam aparecer tabeladas, misturadas com argumentos sujos, em seus tabloides virtuais achincalhadores. Em decorrência disso, abusando da constitucional liberdade de imprensa, enumeras pessoas dignas, nunca são poupadas nos escritos imundos desses pseudos formadores de opinião, quando cabotinamente eles utilizam maliciosamente de acusações criminosas, ou mentirosas, urdidas pelos delinquentes dissimulados, disfarçados de jornalistas.

Mas, pleno de otimismo, eu sonho em poder presenciar, o dia do afastamento desses crápulas, forçosamente sendo retirados pelas forças da razão, dos meios disponíveis em comunicação social. Quiçá, acontecendo tal magnitude no alvorecer deste século, finalmente poder-se-á igual foi no outro que passou, voltarmos a confiar novamente em articulistas, tendo-os na conta de homens e mulheres de esmerados conhecimentos gerais. Naturalmente, nos mesmos moldes de quando as páginas opinativas floresceram, na primavera distante dos pioneiros jornais impressos...

advogado criminalista, ex-jornalista militante.

 
 
 
 
 
 
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