12/09/2011 14h53 - Atualizado em 12/09/2011 10h53

Senhor, para onde quer me levar?

 

Benê Cantelli

Têm pessoas que acham infantil e até ridículo entender que Deus é responsável pelo nosso caminho ou pela direção que tomamos em nossas vidas. Entender essa atitude como se Ele fosse o culpado por tudo o que fizemos e o que ainda poderemos fazer, realmente é tentar transferir para Deus uma responsabilidade que é somente nossa. Temos o livre arbítrio e não podemos nos esquivar da culpa, da pena e das sequelas advindas, assim como das benesses daquilo que fizermos jus.

Quando solicitamos a um guia que nos conduza por caminhos que desconhecemos, não podemos imputar a ele a culpa pelos tombos, escorregões ou vistas maravilhosas que podemos encontrar pelo caminho.

Posso dizer que, solicitar dele que seja nosso guia é o melhor que podemos fazer. Isso não significa que não seremos imputados pelo desvio de conduta ou deixarmos de ser agraciados.

Afirmar o tempo todo: Graças a Deus, é o mínimo que podemos fazer, pois, as bênçãos dele e as conquistas nossas andam juntas. Nada acontece por acaso e muito menos algo que seja em vão. Em nossa vida, nada, absolutamente nada, acontece que não seja pela livre e espontânea permissão divina.

Na vida, como afirma Deepak Chopra: “Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento”. E, mais, não adianta procurar no outro aquilo que você entendia que faltava em alguém. Somos extraordinariamente diferentes. Ninguém é igual. Não somos feitos em série.

Salutar é, também, o conselho de James Baldwin: “Você jamais conseguirá mudar o que não consegue encarar”. Não somos marionetes nas mãos de Deus. Ele nos conduz até onde nós podemos caminhar. Aberto e indicado o caminho tudo correrá por nossa conta e risco. Estamos aqui para aprender com Ele, não para sofrer sem Ele. Temos que abandonar nosso passado e as coisas que reiteradamente vimos não dar certo. Temos de abrir os olhos e procurar enxergar um pouco mais adiante, inclusive, desbloqueando nossa emotividade, pois à medida que ganhamos um pouco mais de experiência, um pouco mais de nós é revelado a nós mesmos e do mundo que nos rodeia.

Se toda comparação não fosse odiosa diria que somos semelhantes a animais de estimação. O dono dá o melhor quintal, água tratada, espaço para correr, o melhor alimento, afeto, atenção e carinho. Por sua vez, o que o animal estiver fazendo de certo ou errado, terá como resposta o elogio ou o castigo.

Temos a nossa disposição, por isso dizemos que o universo conspira a nosso favor.

Ser subserviente não é ser escravo e nem servo. É ser filho obediente. Reconhecer e agradecer a Deus por nos amar o suficiente e permitir que nos aconteça somente aquilo com que nós consigamos lidar é nossa meta filial. Agradecer por tudo aquilo que somos como criaturas perfeitas, porque gerados por Deus, e o que nos tornaremos através de nosso livre arbítrio, pelas vitórias e fracassos, por onde vamos caminhar é uma reposta a Deus para tudo o que Ele espera de nós.

Deus não faz nada que não seja perfeito, pois Ele é a suma perfeição. O homem, muitas vezes, transforma em si mesmo ou nos próprios filhos o mal que gera a imperfeição.

Sendo feitos à imagem e semelhança dAquele que é perfeito, o que nos basta é atingir nossa perfeição.

Bom dia.

Melhor semana.

professorcantelli@terra.com.br


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