Benê Cantelli
Poucas são as pessoas que sabem equacionar tudo aquilo que esperam com a paciência como as coisas acontecem. Quanto mais ansiosos estamos, mais devagar acontece aquilo que desejamos ou esperamos. Ainda assim, velejamos na ansiedade.
Parece tão fácil, quando lemos ou quando alguém nos suscita tal entendimento, mas a verdade é uma só: “saber que há um tempo para plantar e outro para colher; um para rir e outro para chorar; tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora”, como está contido em Eclesiastes 3, tudo parece certinho e nos movendo a fazer as coisas como assim deveriam ser.
Sabemos, no entanto, que na prática a teoria é outra.
Com certeza, se levássemos a sério e tivéssemos consciência disso, e pudéssemos mensurar, tendo a certeza do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Podemos dizer também, que há tempos em nossa existência que contam de maneira bem diferente um de outro. Quando estamos tristes ou quando a alegria nos inunda, agimos e nos comportamos conforme a circunstância melhor nos beneficie.
Lembrar que um dia estivemos no gozo de uma determinada época de tempos felizes, posto que felicidade mesmo, não existe, o tempo passava de maneira veloz. Olhar para frente ou para trás pouco importava. Tudo acontecia nos conformes. Nada atazanava nossa vida. Às vezes nem sabíamos que éramos felizes ou até podíamos saber. Pouco importava.
Outros tempos, escuros, obscuros chegaram. Para onde nos mexíamos, a tristeza era o corolário. Nem sabíamos ou não queríamos saber se era melhor que passasse rápido, porque tão demorado se mostrava, ou que, dentro dele, nem esperávamos nada. Olhar de um lado para outro e não ver solução. Procurar e não encontrar. Pedir e não receber. Buscar e não achar, principalmente, amigos que nos ouvissem ou que nos dedicassem um pouco de seu tempo.
Sabe, às vezes, perdemos tempo chorando o amor que não volta ou distante, quando na verdade, o melhor, é viver o amor que está dentro de nós mesmos, na menor distância entre o tempo de amar e não amar.
Fazemos tanto esforço para sermos amados, quando, às vezes, basta um pequeno gesto para que possamos ser admirados e guardados no coração das pessoas que souberam nos conquistar.
Bem filosófica e didática é a forma como o Pe. Fábio de Melo, nos mostra o tempo: “Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna? A beleza de cada dia só existe por que não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência.”.
Dentro desse direcionamento podemos exibir aqui a informação, tão adequada, de Chico Xavier, quando diz: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
Tempo, pode ser uma questão de escolha.
"Sempre que houver alternativas tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências”. Osho
Finalizando: “Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que sentirás será a desse tempo que infelizmente, jamais voltará”. Mário Quintana
Bom dia.
Melhor semana. Professor/ cantelli@terra.com.br