09/01/2012 08h38 - Atualizado em 09/01/2012 08h38

Afinal, Jesus nasceu mesmo?!

 

Benê Cantelli *

Difícil é imaginar que em sua própria terra, em meio a sua própria gente, para a maioria, ele ainda não nasceu. Não é reconhecido como filho unigênito de Deus. Não é o Redentor. Não é o Deus encarnado. Ainda não veio!

Do lado de cá, em pleno mundo ocidental, onde vivemos, após 2000 anos deste acontecimento que denominamos como festa do Natal, ficamos a pensar: Teria valido a pena? O próprio Deus que se transforma em si mesmo como figura de Filho, vem a este mundo para colimar seu ato de amor ao redimir o pecado humano, e não ser reconhecido. É demais!

É demais, pelo exemplo que isso nos traz.

Somos instigados o tempo todo a não levar em conta o que outros nos fazem, de bem. Torna-se, a cada dia, um fardo pesadíssimo, a virtude da gratidão. Somos levados a esquecer com relativa facilidade as benesses que recebemos e que tanto bem fizeram a nossa vida e alma. Não nos importamos com os que sofrem, sob a alegação de que o sofrimento é inerente à espécie humana e que, enfim, cada um guarde para si o seu próprio sofrer, sem estar espalhando e multiplicando dores que não convêm aos demais.

O perdão que Deus ofereceu ao homem, ao vivenciar na carne humana, dores e sofrimentos que o levaram à Cruz, para demonstrar o quanto ofendemos ao Senhor, no pecado original, é um ato de benignidade que não foi dado aos anjos caídos. No entanto, é de se perguntar: O ato do nascimento, sua vida, morte e ressurreição, valeram tão pouco no espectro da humanidade, a ponto de vermos como cada um dos ofendidos não concede aos ofensores o perdão? Tão nobre atitude fica por conta, apenas, daqueles que se dedicam ao bem estar do próximo?

O levar vantagem em tudo, ainda que isso custe constrangimento e dores a outros, é mais uma forma de ver como o tal Natal, existe como festa, mas não com o significado do nascimento daquele que veio para dizer: “Pai, perdoe, porque eles não sabem o que fazem”.

Aqueles que motivam separações em lares onde filhos e cônjuges sentem-se de alguma forma desmotivados ao perdão, não poderiam e nem deveriam comemorar o Natal, a não ser como efeméride aderente aos finais de todos os anos. E, eles, afinal, se importam com alguma coisa, a não ser com seu próprio bem estar e sua “felicidade”?

Desta forma, considerando todos aqueles que propiciam o mal, através do crime, drogas, roubos, calúnias, intrigas, maledicências, maldades de qualquer espécie, poderíamos dizer, sem medo de errar, que são cúmplices daqueles que, em sua própria terra e em seu próprio tempo, não consideraram como verdadeira a vinda do Menino Deus.

É hora de fazermos valer a idéia de que seu nascimento não pode ter sido em vão. Imaginar que sua vinda, para alguns é motivo de festa sem considerar a motivação de sua vinda, é algo, no mínimo, desagradável, para quem veio aqui, com tão nobre missão.

Bom dia.

Que este Natal tenha vindo, para todos nós, com sabor e como penhor da lição do verdadeiro Amor. Professor e Campista


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