06/01/2012 17h27 - Atualizado em 06/01/2012 17h27

A secretaria municipal de cultura

 

alcodan *

A professora Auramir, pertencente ao quadro inativo do ensino público campo-grandense, ofertou-me um exemplar da revista ARCA, cuja edição foi toda ela dedicada a CAMPO GRANDE:IMAGENS DA HISTORIA! A revista ARCA é uma publicação do Arquivo Histórico moreno, unidade cultural ligada à Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande.

A publicação em tela, conta, através de fotografias, a história da atual capital de todos os sul-mato-grossenses, desde os primevos anos do século passado até os dias hodiernos e, para os metropolitanos natos que se encontram afastados, por diversos motivos, do encontro das águas silenciosas do Segredo com as buliçosas do Prosa, folheando as páginas da ARCA, por certo, sentirá desabrochar no palpitar do coração e no refolgo do espirito,sensações e lembranças, redivivas, de fatos e lugares, idos e vividos e percorridos e que se encontravam escondidos nos confins d’alma ...

E ao término dessa mirifica revisita ao tempo de outrora proporcionada pelas vidas fotográficas, o exilado moreno, se descobrirá, voltando à realidade, com os olhos marejados de ternura, recordação e saudade imarcescíveis!

Apesar do imenso descaso que o douradense nato, genuíno, devota à sua historia e de respeitar e fazer respeitar a sua data magna de 20 de Dezembro, apesar do abominável desdém em procurar saber como se deu a fundação de sua cidade, apesar disso tudo, em 1990, veio à lume, graças aos méritos, engenho e arte e acendrado idealismo da PROFESSORA do nosso lendário CEUD, REGINA HELOIZA TARGA MOREIRA, a monumental obra “MEMÓRIA FOTOGRÁFICA DE DOURADOS”, superior, a nosso entender, à publicação da revista ARCA, eis que,esta , a douradense, nomeou pessoas, fatos históricos e fotos de prédios e paisagens, enquanto que, a campo-grandense, se resumiu unicamente a fotografias de prédios e locais, ruas e avenidas, e alguns apontamentos.

A professora Regina Heloiza inicia sua inigualável obra fixando a transformação do lugarejo em Patrimônio e assim vai caminhando até o ano de 1987 do século XX e, com a monografia escrita pela lendária dona Ercilia de Oliveira Pompeu, homenageando o cinqüentenário da criação do município(1985), ambas, se constituem, a nosso sentir, num esplendoroso repositório civico-historico-cultural que enfarpela de respeito, seriedade e sabedoria, a inteligência e sensibilidade essencialmente douradenses, tão só, as duas mestras porque o resto ... Vem ai a Secretaria Municipal de Cultura! Trará em seu bojo uma superintendência, uma coordenaria ou mesmo um setor de pesquisa histórica, que deverá ser ocupado por profissional técnico, e seu competente arquivo? Implantará o Arquivo Publico de Dourados já criado por lei? E a Agência de Transito será implantado com pessoal técnico-cientifico da área ou continuaremos improvisando sem nenhum planejamento técnico? O atual burgomestre continuará planejando? Logo mais será 07 de outubro é bpm,pois, terminar o planejamento e começar a executá-lo ... senão ...

... assim foi ... assim é ... assim será ...

o autor é advogado, poeta, cronista, ex-membro do Conselho Estadual de Cuktura e detentor da medalha HEITOR MEDEIROS que se lhe foi outorgada pelo plenário da OAB/MS,unanimemente.


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