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MS ganha nova tecnologia de asfalto
24.Abr.2009 | Flávio Verão

DOURADOS – Uma nova tecnologia em pavimentação chega ao mercado sul-mato-grossense. Trata-se de uma enzima produzida à base do melaço da cana-de-açúcar. O uso do produto em diversos tipos de solo melhora a estrutura das camadas da estrada, prolonga a vida útil e aumenta o índice de resistência dos solos.
A enzima é uma tecnologia desenvolvida por uma empresa dos Estados Unidos. No Brasil, a matriz (NatureZyme) está sediada em Curitiba (PR). O asfalto moderno e ecológico já conquistou o mercado em 15 estados, como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde os governos estaduais e municipais aderiram à tecnologia. Mato Grosso do Sul agora é um deles, com escritório de atendimento ao cliente. Ontem, o representante no Estado, engenheiro agrônomo Ubirajara Fontoura, se reuniu com o diretor da empresa, Lemos Araújo, e o engenheiro civil Luiz Tadeu Fernandes, para tratar de projetos com todos os municípios sul-mato-grossenses. Até o momento, o projeto tecnológico foi apresentado em Dourados, Campo Grande e Nova Andradina.
A TECNOLOGIA
O produto é usado em mais de 15 países para construir estradas, pavimentação e sub-base duráveis. Segundo os diretores, pesquisas comprovam melhores condições das estradas e redução dos custos de manutenção.
Com o uso da enzima há um aumento significativo na densidade do solo, reduzindo a porosidade da camada tratada, pela alteração da atração eletroquímica entre as partículas e a liberação da água absorvida. Esse processo age como um catalisador, criando uma base estável, que aumenta a força de compressão com o passar do tempo. Ubirajara explica que a tecnologia pode ser aplicada na cidade, estradas e rodovias. Cada uma delas tem certa especificidade de projeto, adequado de acordo com o tráfego em cada via.
São três alternativas de projeto. A primeira é chamada de estabilização. Neste processo a enzima é misturada ao solo, recebe umidificação e captação. O trabalho se inicia com o uso do arado. Os dentes da máquina arranham o solo, para a enzima ser aplicada. Em seguida, a máquina mistura o produto, diminuindo as partículas da terra.
Com a enzima infiltrada, uma patrola trata de aplainar a pista. Máquinas de rolamento encerram o processo. "Teoricamente é simples, mais é um produto que permite grandes resultados", destaca Ubirajara Fontoura.
O projeto de estabilização é utilizado principalmente em estradas de acesso a fazendas, chácaras e sítios. "É um asfalto normal. O solo fica firme, sendo indicado em locais de menor tráfego". Interferências climáticas não corroem o asfalto, que tem durabilidade de oito anos. O custo desse empreendimento é um dos grandes trunfos, diz Ubirajara. "Uma pista de sete metros de largura tem o custo de R$ 45 mil por quilômetro. No asfalto comum gasta-se R$ 700 mil", calcula.
A segunda alternativa utiliza o primeiro processo que é somado a pulverização líquida da lama asfáltica, o piche. Esse processo, de acordo com Ubirajara, pode ser utilizado em locais de tráfego leve. "Bairros da cidade podem receber tranquilamente esse asfalto", frisa. Aqui o custo é de R$ 70 mil frente ao asfalto normal de R$ 700 mil.
Já a terceira, é destinada a rodovias. Neste caso, além de receber a resina, coloca-se também a malha asfáltica, por cima. A tecnologia faz aumentar a capacidade da superfície da rodovia, reduz problemas de buracos, fendas e materiais de construção para recondicionamento da via. Para se fazer esse trabalho, que é forte e resistente, gasta-se R$ 250 mil numa pista de um quilômetro e sete metros de largura.
Entretanto, Ubirajara diz que cada solo exige estudo técnico diferenciado antes de iniciar as obras. "Temos uma equipe de engenheiros especializados em fazer estudo de solo. Oferecemos toda a tecnologia para a empreiteira que irá construir o asfalto", afirma, dizendo que a empresa assessora o engenheiro responsável pela obra, seja ele da prefeitura, governo do estado ou de particulares. Segundo ele, a enzima pode ser aplicada até mesmo nos locais que já possuem o asfalto comum. Nesse caso, o interessante é que a velha malha asfáltica é reutilizada.
Ubirajara Fontoura, disse que as cidades onde os administradores decidirem conhecer o projeto vão receber a tecnologia para ser aplicada em determinado trecho da cidade. "A idéia e mostrar na prática a eficácia do asfalto". Mais informações pelo (67) 9972-2427 ou www.naturezyme.com.br.
 
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