Natália Helena Paulino, de Bataguassu, foi a vencedora do concurso; interna da Capital ficou em 2º lugar
28.Nov.2008 |
CAMPO GRANDE - A detenta de Bataguassu Natália Helena Paulino foi a primeira ganhadora do título de Miss Penitenciária. Com 1,80 e sorriso cativante, a interna deve representar o Mato Grosso do Sul no concurso nacional. Esta é a primeira edição no Estado, e a sugestão da coordenação Estadual de Políticas Públicas para Mulheres, é que seja estendido para todo o Brasil. Em segundo lugar, Caroline da Silva foi coroada como a Princesa da Primavera, ela representava a detentas de Campo Grande. Já a terceira colocada, foi Heidi Caroline, de Rio Brilhante, coroada como 2º Princesa da Primavera. Desfilaram na passarela, sete mulheres representando cada uma das unidades femininas de regime fechado do Estado. O concurso aconteceu na manhã de ontem no estabelecimento penal feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande. Os presídios femininos de MS estão localizados em Bataguassu, Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel D?Oeste e Três Lagoas. "São todas lindas. Essa diversidade dificulta a aplicação das notas", o diretor da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Deusdete de Oliveira, que foi um dos jurados. A Miss Mato Grosso do Sul 2008, Pilar Velásquez, que também foi jurada, garante que seus critérios foram o charme e a elegância. "Não foi nada fácil fazer a votação porque cada uma cativa de maneira diferente", relata. O concurso foi aberto pelo grupo de pagode Sampri e teve ainda a apresentação da dupla Marco Aurélio e Paulo Sérgio, que cantou enquanto os jurados apresentavam os votos e os resultados eram computados. A coordenadora estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Carla Stephanini, explica que além de contribuir com a auto-estima das internas, garantindo efeitos positivos na ressocialização, o Miss Penitenciária 2008 também abre caminho para Mato Grosso do Sul sediar em 2009 o concurso nacional. "Vamos sugerir e talvez no próximo ano possamos sediar a edição nacional. Mas o que realmente importa é assegurar a integração e a socialização das mulheres internas", assegura Carla. Também compuseram o corpo de jurados o diretor de Assistência Penitenciária da Agepen, Alberto Gaspar Neto, a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Lúcia Falcão, Pierri Adri, da Revista Destaque, e a representante da Secretaria Especial de Políticas Públicas para mulheres do Governo Federal, Tereza de Souza.
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