Frente ao primeiro problema, pessoas procuram se livrar dos bichos que correm risco de sofrerem eutanásia
Centro de Controle de Zoonoses em Dourados disponibiliza animais para adoção
15.Fev.2008 |
DOURADOS - A adoção irresponsável vem trazendo conseqüências negativas para animais em Dourados. Acontece que a maioria dos adotados, são abandonados e acabam voltando para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), onde correm o risco de sofrerem eutanásia, caso não sejam levados por outra pessoa. De acordo com o médico veterinário do CCZ, Eduardo Arteiro, as famílias desistem frente ao primeiro problema. "Geralmente eles adotam o animal que ficam disponíveis no CCZ e também nas Universidades. O problema é que ao levar o bichinho para a casa o dono não quer ser responsável, por eventuais tratamentos médicos. Dias atrás, uma pessoa procurou o serviço de eutanásia para o cãozinho, porque ele apresentou uma inflamação no ouvido. O caso foi parar até na delegacia, já que o proprietário reclamava que o CCZ não queria recolher o animal. Diante da ameaça de abandono acabamos acolhendo; e ele voltou para o canil de adoção", conta. Conforme o veterinário, o CCZ registra pelo menos 200 solicitações de devoluções por mês. "Ainda tentamos convencer o dono a ficar com o cão, mas acabamos recolhendo, em último caso, por precaução quanto há riscos deles serem abandonados nas ruas. Somente neste ano, uma média de 300 cachorros foram tirados das ruas, tratados e adotados. Ontem, no CCZ, havia apenas seis deles no canil, para adoção. "Ninguém é obrigado a adotar, mas se for, que o faça de forma consciente. Animal não é um objeto, que pode ser descartado diante de um problema. Todos necessitam de cuidados", finaliza.
Solenidade O prefeito Laerte Tetila descerra hoje, às 9h, placa no Centro de Controle de Zoonoses, em homenagem póstuma a José Carlos Martins, ex-funcionário da Funasa e do Conselho Municipal de Saúde. (Colaborou Valéria Araújo)
Copyright Progresso. Todos os direitos reservados. É
proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso,
sem autorização escrita da Progresso.