Comitê vai apresentar plano de ação de combate à dengue nas cidades de Ponta Ponta e Pedro Juan Caballero
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero vão se unir para combate à dengue na fronteira
6.Fev.2007 |
PONTA PORÃ - O Comitê Binacional de Combate à Dengue se reuniu ontem com o prefeito de Ponta Porã, Flávio Kayatt, para discutir medidas de combate e prevenção à doença na fronteira O comitê é formado por pessoas de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Josué Lopes, toda a estrutura da Prefeitura estará sendo mobilizada para que seja feito um trabalho de prevenção à dengue, pois a situação é preocupante. "Ainda temos poucos casos notificados em relação a outros locais. Mas não podemos descuidar pois é alta a infestação do mosquito transmissor da dengue na fronteira", afirmou. O combate à dengue deve ser feito de maneira radical. "Tem que ser uma guerra mobilizando toda a comunidade de Ponta Porã e de Pedro Juan Caballero. A situação é alarmante". A opinião é dos membros do Comitê Binacional de Combate à Dengue em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Eles estiveram reunidos no último sábado em Ponta Porã onde definiram um plano de ação para impedir que a doença se transforme numa epidemia como já ocorre em outras cidades do Brasil e do Paraguai. O presidente do Conselho Municipal de Saúde, José Carlos Miranda Correia, informou que "só não ocorreu uma epidemia ainda porque existem poucos casos na região. No entanto, a cidade toda está tomada pelo mosquito aedes aegypti e, se chegar alguém contaminado, a situação ficará sem controle", diz, acrescentando que "é preciso alarmar mesmo a população. A dengue pode atingir qualquer um". Dentre as iniciativas previstas no Plano de Ação e Organização no Combate à Dengue estão previstas iniciativas como a realização de um mutirão de limpeza nas duas cidades; a aprovação, no lado brasileiro, de uma lei, em regime de urgência na Câmara Municipal, prevendo punição aos moradores que não colaboram com o trabalho de prevenção; instalação de barreiras nas saídas das duas cidades para atender pessoas de fora que podem estar com a doença.
CASOS Durante a reunião do Comitê Binacional de Combate à Dengue a informação era que havia 120 casos notificados no lado paraguaio. Seis casos estariam confirmados. Dois suspeitos de dengue hemorrágica. Já no lado brasileiro são 103 casos notificados durante o mês de janeiro. A demora na entrega dos resultados está atrapalhando o trabalho de combate à doença. Todas as pessoas que apresentam os sintomas da dengue são atendidas e examinadas. Os técnicos coletam uma amostra de sangue que é encaminhada para o Laboratório Central da Secretaria Estadual de Saúde em Campo Grande, mas o resultado demora muito tempo para chegar. O secretário municipal de Saúde, Josué Lopes, informou que está tentando adquirir kits de exames rápidos para que seja efetuado o trabalho na própria cidade. Além disso, o Ministério da Saúde foi acionado para que seja efetuado o envio de mais material diretamente para o município, sem a burocracia de passar primeiro pelo controle estadual na capital. "Estamos numa emergência e, por conta disso, todos os trâmites burocráticos precisam ser eliminados nestas horas. Não queremos fazer nada fora da lei mas é preciso entender que a situação exige providências rápidas", enfatizou, demonstrando preocupação com a situação. Segundo Josué, o prefeito Flávio Kayatt, está acompanhando atentamente o desenvolvimento dos trabalhos de prevenção e combate à dengue e determinou que toda a estrutura da Prefeitura esteja engajada nesta luta.
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