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Caderno B
Obra de Joel Pizzini em foco
?Caramujo Flor? e ?Enigma de um Dia? foram tema de palestra da estudiosa Iraci Menegheti
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Público lotou o anfiteatro da UFGD durante a palestra de Iraci  
20.Jul.2006 | A professora de literatura e estudiosa da cinematografia sul-mato-grossense, Iraci Menegheti, realizou na última terça-feira uma palestra sobre os filmes "Caramujo Flor" e "Enigma de um Dia", do cineasta douradense Joel Pizzini. A explanação integrou a segunda edição do "Letras no Cinema", promovido por acadêmicos do 4° ano do curso de Letras da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Iraci estuda a obra de Pizzini há mais de dez anos. A pesquisa começou quando a palestrante defendeu uma tese de especialização em literatura comparada sobre o trabalho do cineasta. "Decidi prestigiar alguém da região em meus estudos", comenta a estudiosa. "Na época em que estava procurando um tema para minha tese, li uma reportagem sobre Caramujo Flor na Folha de São Paulo", lembra a professora. "Aquilo me chamou a atenção. Era uma película de um novo diretor sobre o trabalho de nosso grande poeta Manoel de Barros", acrescenta.
"Caramujo Flor" revelou o talento de um cineasta desconhecido na época. O filme mostrou um cineasta de grande voltagem criativa, com muita beleza plástica e que com um elenco de grandes estrelas do Estado. Participaram das filmagens o cantor Ney Matogrosso, o compositor e violeiro Almir Sater; atriz Aracy Balabanian; o ator Rubens Corrêa e a cantora Tetê Espíndola.
O filme levou os prêmios de "Melhor Direção - Festival de Brasília 1988"; "Melhor Fotografia - Festival de Brasília 1988"; "Prêmio Especial da UNB - Festival de Brasília 1988"; "Melhor Montagem - Rio Cine 1989"; "Melhor Filme (Júri Oficial) - Festival de Huelva (Espanha) 1988"; "Menção Honrosa - Festival de Curitiba 1989"; "Melhor Filme - Jornada do Maranhão 1989"; "Melhor Fotografia - Jornada do Maranhão 1989" e "Melhor Trilha Original - Jornada do Maranhão 1989".
Para a professora, muita gente da cidade já sabe da importância do trabalho de Joel para a formação da identidade cultural do Mato Grosso do Sul. "A palestra foi assistida por pessoas que tinham bastante interesse sobre a obra de Pizzini". "O nível do evento foi excelente. Percebi muito interesse através das perguntas, que foram muito pertinentes", ressalta a pesquisadora . O trabalho de Iraci também foi prestigiado pela mãe de Joel Pizzini, a colunista de O PROGRESSO Vilma Pizzini.
A estudiosa falou por cerca de 40 minutos antes da exibição dos filmes. Depois que "Caramujo Flor" e "Enigma de um Dia" foram apresentados, Iraci voltou a comentar sobre Pizzini por mais 20 minutos. Ela também ficou satisfeita com o formato do seminário. "Foi um evento dinâmico, que todos assistiram até o fim", ressalta.
A professora pretende continuar estudando a arte do cineasta douradense. "Devo começar a pesquisar 500 Almas em breve. Para isso preciso deixar um pouco de lado o campo da literatura e entrar na área da comunicação. Já estou ingressando nos livros de lingüística", finaliza a estudiosa.
 
 
29/07 1 Ano de Bahrein
   
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