Aretino Taques é assinante do O PROGRESSO há 40 anos

Por: Fatima Frota - 20/04/2017 09h30

 
Aretino e Therezinha são leitores do O PROGRESSO há quase meio século (Foto: divulgação) Aretino e Therezinha são leitores do O PROGRESSO há quase meio século (Foto: divulgação)

Os dois já estavam sentados à varanda, esperando conforme o combinado, o momento da entrevista. A vida de Aretino, é uma história muito parecida como todas, de desafios e vitórias. E, Therezinha, casada com ele desde 1971, emendava os fatos que o marido ia contando. Assinante há quase 40 anos, sempre atuou na área do trânsito e a leitura continua fazendo parte da rotina do cuiabano que veio para Dourados em abril de 1965.

Destacar a trajetória de Aretino Antonio de Mattos Taques é voltar aos 13 de fevereiro de 1941, em Cuiabá, data do nascimento. Os pais, Antonio Pedro Taques Filho e Actalia de Mattos Taques tiveram 13 filhos; ele e Therezinha têm três; 12 netos e 12 bisnetos. Depois da aposentadoria, em 2010, ganhou mais tempo para curtir a família.

Foi no ano de 1962 que teve o primeiro emprego de motorista do delegado de polícia, em Três Lagoas, onde começou a aprender a atuar no trânsito. Nos anos de 1964 e 1965 trabalhava como escrivão de polícia, em Barra do Garça (MT), quando o cunhado o chamou para vir para Dourados; chegou aos 24 anos e começou a trabalhar como escriturário da Delegacia de Polícia.

Aretino relembra que no ano de 1966 ocorreu uma mudança significativa na vida dele. "O Pedro Pedrossian assumiu o Governo do Estado e criou a Delegacia Regional de Polícia de Dourados, onde hoje é Corpo de Bombeiros. Ali era o presídio, o quartel da Policia Militar e destacamento do trânsito. "Fui nomeado escriturário e responsável pelo setor do trânsito, onde lidava nas documentações dos veículos e fazia vistorias. Também era instrutor e examinador. Ali fiquei por 15 anos, exercendo a chefia no setor de trânsito, fazendo estatística do trânsito e da alimentação dos presos", disse Aretino.

Outro fato importante ocorreu em 1972, quando a seção do trânsito foi desmembrada da delegacia com a criação, em Dourados, da 7ª Circunscrição de Trânsito (Ciretran). Aretino continuou fazendo estatísticas e foi diretor operacional de auto escola.

Com a criação da 13ª Ciretran na cidade de Dourados, em 1985, Aretino assumiu por cinco anos a chefia e depois respondia alternadamente a outras cidades de Mato Grosso do Sul. Em 1991 se tornou assessor regional do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), por quatro anos e em 1995 continuo sendo educador, examinador, instrutor e estatístico do trânsito. Durante os anos que trabalhei, também graduei em Pedagogia e em Metodologia do Ensino Superior", conta Aretino, aos 70 anos.

"Quando completei 35 anos de trabalho, rejeitei a aposentadoria, queria continuar trabalhando. Mas aí completei 70 anos de idade, queria continuar contribuindo pois gosto de trabalhar, mas o meu chefe disse que precisava se aposentar... e de forma compulsória. Chega Aretino! Vai pra casa. E hoje sou aposentado. "Sempre ficava esperando o Aretino voltar do trabalho. Naquela época ele não tinha horário para atender os problemas que existiam e eram muitos", conta dona Therezinha.

Leitor fidelizado

O contato com o Jornal iniciou por volta de 1978. "Foi a partir daquele ano que passei a ler constantemente. Ocorria que muitas vezes ia procurar o periódico e não encontrava mais, sumia, desaparecia porque todos pegavam para ler. "Eu disse a ele: Aretino, faça assinatura, assim você lê em casa", interveio a esposa Therezinha.

"Eu leio pela manhã. Tudo! Gosto da página Opinião e da política também. É bom ler, leio de tudo", relata seu Aretino. "Eu leio à tarde. Horário que estou folgada dos afazeres. Também leio a página Opinião. É muito bom", arremata Therezinha.