Temática especial em festival

Artistas bonitenses estão trabalhando juntos em esculturas de animais para criar um clima híbrido e futurista na Praça da Liberdade

09/07/2016

No festival, o público vai encontrar, por exemplo, junções inusitadas de vários animais. (Foto:  Helton Perez) No festival, o público vai encontrar, por exemplo, junções inusitadas de vários animais. (Foto: Helton Perez)

O Festival de Inverno de Bonito (FIB) terá uma ambientação especial, durante a sua décima sétima edição. Vários artistas bonitenses estão trabalhando juntos em esculturas de animais para criar um clima híbrido e futurista na Praça da Liberdade, local onde estão programadas as principais atividades do evento que acontece entre 28 e 31 de julho.

A produção dos artistas vem sendo realizada desde junho e é feita somente com materiais recicláveis como papel, papelão, isopor, napa, ferro e manequins usados. Ao todo, participam sete artistas plásticos de Bonito, além de 17 moradoras e artesãs bonitenses que estão produzindo suvenires decorativos. "É a primeira vez no festival que este tipo de trabalho está sendo feito por artesãos e artistas de Bonito. Em outros anos, convidavam pessoas de fora, mas aqui na cidade têm muitos profissionais com capacidade e qualidade", ressalta a bonitense Buga Peralta, que integra a equipe do projeto.

O tema do hibridismo foi escolhido para inspirar a criação da decoração. O público vai encontrar, por exemplo, junções inusitadas de vários animais, como sucuri com anta (Sucuranta), cervo com quati (Cervoati), jacaré com lobo guará (Jacaréguara) e piraputanga com arara (Pirapurara). Para cada animal híbrido produzido, uma história é criada para dar sentido ao objeto. "Segundo o contexto, as piraputangas criaram asas pra voar e pegar as frutas frescas direto das árvores. Os jacarés que estavam em uma lagoa que secou e saíram pra caminhar atrás de uma nova lagoa. No caminho, cresceram pernas e gostaram tanto de correr que desistiram de voltar para a lagoa. A Sucuranta era uma sucuri gigante que resolveu virar herbívora e aprendeu com as antas como se alimentar das plantas. E por aí vai", detalhou o artista plástico Gustavo Gaertner.

Baseado no sistema de Economia Criativa (modelo de negócio, produtos ou serviços desenvolvidos a partir da criatividade), o dinheiro movimentado na confecção dos suvenires será doado para a manutenção da Casa do Artesão de Bonito. "As artesãs da cidade estão fazendo a Pirapurara, um peixe com asas de arara, que serão lembrancinhas do festival. O feltro e a fibra acrílica foram doados pela Secretaria de Cultura do Estado e a renda vai ajudar na nossa Casa do Artesão da cidade", afirma Albertina Gesser, presidente da Associação de Artesanato de Bonito – Bonito Feito à Mão.