17/01/2012 18h02 - Atualizado em 18/01/2012 06h02
 

*Vencendo na vida

O resultado de um estudo divulgado ontem mostra aquilo que o Brasil já sentia, porém não tinha ainda a comprovação. O índice de vulnerabilidade dos domicílios brasileiros em 2009 registrou melhoria de pouco mais de 14% em relação à média de 2003. O estudo é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que também apontou que houve avanços significativos em várias dimensões, das Famílias Brasileiras, especialmente naquelas referentes à dinâmica econômica, tais como acesso ao trabalho – queda de 20,3% – e escassez de recursos – queda de 24,2%.

O índice de vulnerabilidade do desenvolvimento infantojuvenil foi a dimensão com melhor avanço proporcional, queda de mais de 25%. Ainda segundo o Ipea, o acesso ao conhecimento, em média, é a dimensão na qual houve menos avanços, especialmente devido à baixa redução no indicador de qualificação profissional.

No período, apresentaram elevação os indicadores associados à presença de idoso nas famílias e à ausência de cônjuge. “A população envelhece e a proporção de famílias chefiadas por apenas um adulto aumenta”, informa o estudo. Outro dado da pesquisa é que há aumento do número de membros da família em idade ativa e redução da presença de crianças e bebês no conjunto dos domicílios.

O índice de vulnerabilidade das famílias é feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE) e analisa seis quesitos: vulnerabilidade, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho, escassez de recursos, desenvolvimento infantojuvenil e condições habitacionais. O objetivo é identificar geograficamente dimensões variadas que afetam as famílias brasileiras, em seus domicílios, sem a consideração da ação do Poder Público na reação dessas famílias às dificuldades, bem como suas possibilidades de acesso à melhor qualidade de vida.

A importancia deste tipo de estudo está na necessidade do conhecimento do processo de mudanças a que estão sujeitas as famílias brasileiras, bem como os seus comportamentos. Estes indicadores refletem a realidade de determinado período e assim indicam o caminhos para desenvolvimento de projetos e ações por parte do poder público sempre se pautando pela realidade.

Este panorama da vulnerabilidade das famílias brasileiras se refere a um período em que o Brasil começou a encontrar o caminho da estabilidade econômica e a expandir os programas sociais que assumiram uma posição importante no combate as desigualdades sociais.

Que o Brasil avançou muito nos últimos anos em todos os sentidos não se pode negar até porque o país que combate ou tenta combater as desigualdades sociais é sempre destacado mundialmente.

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva que governava o Brasil na época da realização deste estudo adotou o discurso da defesa aos menos favorecidos e ampliou uma série de benefícios sociais. Isso foi acontecendo aos poucos porque a cada ampliação de programas sociais cresce a revolta dos maiores pagadores de impostos do país que indiretamente acabam tendo que arcar com os custos destes destes benefícios.

Hoje a presidente Dilma prossegue com a política econômica de Lula que faz diferença até mesmo perante a crise mundial. Os impactos da crise financeira mundial podem ser observados na estrutura familiar em todas as regiões do mundo. No Brasil como a crise financeira não afetou de forma tão intensa os brasileiros, e o País ainda vive um bom momento econômico, com renda crescente, é possível até que jovens conquistem a independência mais cedo e decidam sair de casa e constituir família.

No geral, Europa, Estados Unidos e Brasil vivem momentos econômicos diferentes que impactam de forma específica na estrutura familiar de cada local. No Brasil “o Censo 2010 mostrou que o número de pessoas que moram sozinhas aumentou de 8,6% para 12,1% em uma década.

Na avaliação de especialistas, o aumento no número de pessoas que moram sozinhas nas grandes cidades se traduz em uma grande pressão sobre o espaço urbano, o que exige construções menores, mais eficientes e sustentáveis.


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