18/08/2011 17h49 - Atualizado em 19/08/2011 05h49

Pronatec em Dourados

 

Pronatec em Dourados

As pessoas que têm compromisso com a educação e que sonham em construir uma sociedade melhor por meio da ca-pacitação profissional dos jovens têm compromisso hoje, às 18h, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), quando será realizada uma audiência para debater pontos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Resultado de uma iniciativa do deputado federal Marçal Filho (PMDB), presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Ensino Técnico e Profissionalizante, a audiência desta noite será oportunidade para ouvir o deputado Antônio Carlos Biffi (PT), relator do Pronatec na Comissão de Educação da Câmara Federal, e o professor Eliezer Moreira Pacheco, secretário Nacional de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, sobre os benefícios que a Escola Técnica Federal vai garantir não apenas para Dourados mas, também, para os municípios de Naviraí e Jardim, onde serão edificados institutos federais de educação viabilizados pelo deputado federal Marçal Filho.

O Pronatec é um dos principais programas do governo federal para o ensino técnico e profissionalizante, tanto que essa semana a presidente Dilma Rousseff anunciou que 120 municípios vão receber escolas técnicas federais que, soma-das às 214 unidades inauguradas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às 140 que funcionavam antes de 2002, irão elevar para 600 o número de escolas técnicas administradas pelos 38 institutos federais de educação, ciência e tec-nologia em todo o Brasil, beneficiando 700 mil estudantes com cursos técnicos e profissionalizantes.

Um dos pontos mais positivos do programa é que ele vai ofertar vagas gratuitas em instituições públicas e privadas, incluindo aquelas que são mantidas pelo Sistema S, como Sesi, Senai, Sesc, Senat, Senar e Senac, além de pagar bolsa formação para tra-balhadores e estudantes que estão fora do mercado por falta de qualificação profissional. Em Dourados, a Escola Técnica Federal terá seus cursos definidos pela própria sociedade, por isso, a importância da audiência pública que acontece hoje.

Será o segundo encontro com esse objetivo, uma vez que o deputado Marçal Filho já reuniu líderes como Antônio Freire, que na época presidia a Aced, Luiz Carlos Souza (UFGD), Zélia Nolasco (Uems), Terezinha Basé de Lima (Uni-gran), Amarildo Ricci (CDL), Paulo Vieira (Sindicato Rural), André Luiz Melhorança (MS Peixe), Valter Castro (Sindi-com), Leonardo Cezar Garcia (Anhaguera), Marco Túlio da Silva (, então na presidência da Acomac), José Carlos Bru-matti (Simted), Marcos Castro (Sebrae), entre outros, numa audiência para discutir que cursos profissionalizantes devem ser oferecidos pela Escola Técnica Federal de Dourados dentro do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego.

A mesma regra vale para Naviraí, que já realizou audiência semelhante, e para Jardim, onde um encontro tam-bém vai debater com os setores organizados da sociedade quais cursos técnicos e profissionalizantes que serão disponi-bilizados pela Escola Técnica Federal.

Aos poucos o governo vai descobrindo que a Educação é o caminho mais curto para atingir o desenvolvimento sus-tentável de um país, mas o fato é que projetos nos moldes do Pronatec também são uma importante ferramenta de ação social. Tanto que a maioria dos 120 municípios que vão receber as novas escolas técnicas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego foram selecionados por concentrar alto percentual da população em extrema po-breza.

A ordem da presidente Dilma Rousseff foi beneficiar cidades populosas e com baixa renda per capita, bem como as que apresentaram resultados ruins em avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ou têm um percentual maior de jovens atrasados na escola. Nesse contexto, o Estado da Bahia ficou com o maior número de escolas técnicas, com unidades em Santo Antonio de Jesus, Lauro de Freitas, Euclides da Cunha, Juazeiro, Brumado, Alagoinhas, Xique Xique, Itaberaba e Serrinha. Já o paupérrimo Estado do Maranhão vai receber oito escolas, mesmo número destinado ao riquíssimo Estado São Paulo e um a menos que as unidades asseguradas para o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.


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