Já não se tem mais bancada governista como antigamente. Hoje, estes deputados governistas se mostram como oposição ao povo brasileiro. Na prática, sem nenhum disfarce eles abandonam a ética e provocam indignação no cidadão, ao tentar acobertar toda e qualquer denuncia envolvendo gente do governo. Não procuram e nem se interessam em apurar a verdade. Se preocupam somente em manter-se no governo em troca de cargos e outros benefícios extra-Câmara. Assim compactuam com as denuncias de corrupção e uma série de “Mazelas” oficiais.
O ministro dos esportes Orlando Silva, por exemplo, na tentativa de “cair de pé” comparece a Câmara Federal e fala como se já tivesse sido considerado inocente da acusação de desvio de dinheiro público. Menospreza e ofende quem o denunciou como estratégia de que a melhor defesa é o ataque. Faz tudo isso com muita segurança, pois encontra respaldo na bancada de situação ao governo Dilma, e que na realidade significa uma oposição ao povo brasileiro. Tal grupo não só protege o ministro, como também faz de tudo para que o denunciante não compareça a Casa para dizer o que sabe.
Os governistas, que estavam em peso na sessão da Câmara Federal anteontem, não só declararam apoio irrestrito a Orlando Silva como chegaram a debochar da situação ao caírem na gargalhada quando a oposição apareceu no final da audiência, depois de conversar com João Dias, o delator de todo o esquema. “Ele teme pela sua integridade física. Ele teme pela sua vida. Riam bastante, mas aprovem a vinda dele”, apelou o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), líder do partido na Câmara.
“O depoimento do João Dias é absolutamente estarrecedor. Ele traz detalhes e informações que não constam da imprensa, demonstra a existência de provas materiais inegáveis. Eu entendo que esse depoimento precisa ser de conhecimento do Brasil”, declarou o deputado ACM Neto (DEM-BA), líder do partido na Câmara.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que pedirá que o Supremo Tribunal Federal (STF) que abra um inquérito para investigar o envolvimento do ministro do Esporte, Orlando Silva, nas denúncias de desvio de dinheiro público do programa Segundo Tempo, que visa incentivar a prática esportiva de crianças e adolescentes.
De acordo com o procurador, o pedido deve ser encaminhado ao Supremo ainda nesta semana. "A gravidade dos fatos é tamanha que impõe a necessidade de abertura de um inquérito no Supremo", afirmou Gurgel no intervalo da sessão do STF. Segundo o procurador, só falta examinar quais diligências serão pedidas antes de pedir a abertura do inquérito no Supremo.
Gurgel afirmou ainda que estuda pedir que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) remeta ao Supremo o inquérito que investi-ga a possibilidade de participação do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, no mesmo suposto esquema de desvios no Ministério do Esporte. O suposto esquema denunciado por João Dias começou, segundo o policial, durante a gestão de Agnelo Queiroz, quando Orlando Silva era secretário-executivo do ministério. Silva e Queiroz negam as acusações.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), já é alvo de inquérito no Superior Tribunal de Justiça por suposto envolvimento nas fraudes em programa do Ministério do Esporte quando ele era o titular da pasta, entre 2003 e 2006, informou a reportagem do jornal Folha de S.Paulo. O nome do governador apareceu em uma investigação da Polícia Federal que apura fraudes no programa Segundo Tempo. Tá explicado porque tanta blindagem em torno do ministro sempre protegido por um verdadeira tropa de choque encabeçada pelo PT e seus aliados, dentes eles o PMDB. Não duvidem da possibilidade de João Dias ir parar na cadeia em função destas denúncias. Não demora muito, o delator será transformado em réu. Este é o custo de tocar em feridas de “poderosos”, infelizmente.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) e o representante da Ordem no Conselho Universitário da Fundação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, conselheiro João Ricardo Nunes Dias de Pinho, entraram ontem quarta-feira com o Mandado de Segurança, para suspender, mediante decisão judicial, a criação e implantação do Curso de Direito no Campus de Chapadão do Sul.
A decisão de criar mais um Curso de Direito em Mato Grosso do Sul foi tomada em sessão ordinária do Conselho Universi-tário da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul no dia 22 de setembro quando o assunto foi colocado em pauta sem que o Conselheiro representante da OAB/MS tivesse direito de ver e analisar o processo.
“Cada indignação, uma reação:construtiva ou destrutiva, você escolhe” Lialopes