14/02/2013 19h31 - Atualizado em 15/02/2013 06h31

Brasil Alfabetizado

 

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, uma das iniciativas mais positivas do governo federal no campo da Educação, vai receber mais R$ 600 milhões, elevando para R$ 3,3 bilhões os investimentos que serão realizados em dois anos. Com isso, o Ministério da Educação espera alfabetizar crianças com até 8 anos, ao final do terceiro ano do Ensino Fundamental, fazendo com que elas dominem não apenas a leitura, mas, também, a interpretação de textos básicos nessa etapa escolar. Para superar esse desafio, o governo federal decidiu investir no professor e vai remunerar mais de 360 mil alfabetizadores com uma bolsa mensal no valor de R$ 200 para que professores participarem do curso de formação. Ao mesmo tempo, outros 18 mil professores orientadores vão receber bolsa mensal de R$ 765 para coordenarem os programas em suas escolas, valor que pode estar longe do ideal mas que, certamente, fará com que os educadores se interessem mais pelo Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Outra iniciativa inovadora do programa foi o envolvimento de 37 universidades públicas na aplicação de cursos de 200 horas para uniformizar procedimentos educacionais em todo o país, fazendo com que o professor que leciona no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, por exemplo, receba a mesma formação dos que atuam no Sudeste e Sul. Além disso, os professores universitários envolvidos com o projeto receberão bolsas que variam de R$ 1.100,00 para o forma-dor da instituição de ensino superior, até R$ 1.200,00 para o supervisor da instituição de ensino superior; R$ 1.400,00 para o coordenador adjunto da instituição de ensino superior; e R$ 2.000,00 para o coordenador-geral da instituição de ensino superior. Investir em capacitação do professor e em ações como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, é o caminho mais curto para reverter a triste realidade brasileira onde milhares de crianças chegam ao fim do En-sino Fundamental sem saber ler ou escrever.

Os prefeitos também parecem ter despertado para a importância do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, tanto que até ontem 4.997 municípios dos 26 estados mais o Distrito Federal tinham concluído o processo de adesão ao pacto, o que representa 89,8% dos municípios do país. Outros 328 aderiram parcialmente, não concluíram o processo de adesão ou não se manifestaram e apenas oito optaram por não firmar o acordo que tem como objetivo assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental. A Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), que faz parte do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, programou a formação dos orientadores para o período de 4 a 8 de março, quando deverá receber 245 professores formadores que partirão para os municípios a fim de capacitar os 5.238 professores alfabetizadores da rede pública do Estado.

Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que entre 2000 e 2010 a taxa de analfabetismo no Brasil, até os 8 anos de idade, caiu 28,2%, com variações entre os Estados, e alcançou, na média nacional, uma taxa de alfabetização de 84,8% das crianças. Mesmo assim, alguns abismos precisam ser superados quando os números são comparados entre as diferentes regiões, com a taxa de analfabetismo atingindo 25,4% das crianças no Nordeste e 27,3% no Norte, enquanto no Centro-Oeste o índice é de 9%, no Sudeste está em 7,8% e no Sul ficou em 5,6%. Em níveis individuais, o Estado com a maior taxa de analfabetismo é Alagoas, onde 35% das crianças chegam ao fim do Ensi-no Fundamental sem saber ler ou escrever, ou seja, para cada grupo de 100 alunos, 35 não são alfabetizados no Estado. É lamentável!

 
 
 
 
 
 
Imóveis Apartamentos Veículos e Utilitários Importados Motos Diversos Telefones Empregos e Oportunidades