Dourados – MS quarta, 15 de agosto de 2018
Ano letivo/2018

Vendas do “Volta às Aulas” devem crescer 30% em Dourados

10 Fev 2018 - 09h07
Movimento nas papelarias aumenta com a reta final do "Volta às aulas" - Crédito: Foto: Marcos RibeiroMovimento nas papelarias aumenta com a reta final do "Volta às aulas" - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
A venda do "Volta às Aulas" deve crescer cerca de 30% em Dourados. A expectativa é do empresário Paulo Schnaufer, que esse ano apostou na compra dos materiais básicos para garantir um preço mais em conta para o consumidor. "A estratégia do ramo tem sido o de congelamento nos valores. Para se ter uma ideia, os materiais mais básicos, que são aqueles com marcas mais populares tiveram reajuste que não chega a 5% esse ano", conta.

Nesse caso, o produto mais adquirido, que são os cadernos capa dura, do tipo universitário, estão custando esse ano cerca de R$ 8. Já os cadernos de linha especial, aqueles com marcas de personagens, tiveram um reajuste de 8% e os preços variam entre R$ 20 a R$ 40.

O que chama a atenção dos comerciantes em Dourados é o preço da caixa do papel sulfite, que do ano passado para cá teve acréscimos todos os meses, passando de R$ 170 para R$ 200. "Hoje é o produto que mais tem encarecido", destaca Paulo.

Conforme o empresário, como de costume, o brasileiro deixou para a última hora para comprar o material. Por causa disso o movimento nas papelarias dobrou nessa reta final do "Volta ás Aulas". "Os pais também estavam aguardando para saber a data correta de inicio das aulas na rede municipal para somente depois fazer o investimento", explica.

PROCON

A última pesquisa do Procon de Dourados, divulgada no último dia 31, mostrou que relação à pesquisa realizada em janeiro de 2017, ocorreu queda de preço de 5,3%. Algumas das maiores diferenças de preço encontradas foram, por exemplo, no papel almaço com pauta - 958,33%; transferidor, 900,00%; pincel nº 20, 677,78%; e cola colorida, 531,58%.

Entre 42 produtos encontrados nos oito estabelecimentos pesquisados foi constatada diferença de 54,4% entre a loja com menor preço e o de maior preço. O diretor do Procon, Mario Júlio Cerveira, explica que a pesquisa tem como principal objetivo fornecer ao consumidor uma amostra das diferenças de preços que ele pode encontrar no mercado de material escolar, chamando a atenção para a necessidade da comparação antes da compra.

Os preços dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais, promoções e principalmente diferença de marcas. "Por isso, o consumidor deve fazer uma pesquisa em vários estabelecimentos, negociar descontos e prazos para pagamento. A compra em conjunto pode facilitar as negociações", sugere.

Para garantir o orçamento doméstico no início do ano, já bastante comprometido com as faturas de compras do final do ano passado e de impostos e taxas para o ano vigente, é fundamental racionalizar a compra de material escolar, buscando aproveitar materiais utilizados no ano anterior, que estejam em boas condições de uso. Outra dica importante é promover e participar da troca de livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes.

Na busca pelo menor preço é importante que o consumidor não se esqueça de atentar pela qualidade e procedências dos produtos, evitando ter de efetuar novamente compras de materiais que deveriam durar ao menos até o final do ano letivo.

INMETRO

A Agência Estadual de Metrologia em Mato Grosso do Sul tem alertado os pais neste período de compra de material escolar: adquirir produtos certificados que tenham o "selo do Inmetro", de identificação da conformidade, evidenciando que atendem aos requisitos de segurança previstos no regulamento. A certificação obrigatória dos artigos escolares tem como objetivo evitar acidentes que possam colocar em risco a segurança de crianças que utilizam estes produtos.

Alguns pontos verificados nos 25 produtos contemplados pelo regulamento são a presença de substâncias tóxicas em itens que possam ser levados à boca; de pontas cortantes, ou de partes pequenas, com risco de serem ingeridas e/ou inaladas.


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