Marçal pede mapa de áreas públicas ocupadas em Dourados

Dourados - 15/08/2017 16h45

Ao ocupar a tribuna da Câmara na noite desta segunda, Marçal lamentou a forma como ocorreu o despejo de famílias na Vila Erondina Ao ocupar a tribuna da Câmara na noite desta segunda, Marçal lamentou a forma como ocorreu o despejo de famílias na Vila Erondina

Para melhor entender a ocupação do solo urbano de Dourados, o vereador Marçal Filho (PSDB) solicitou à Prefeitura um mapa das áreas públicas ocupadas. A medida tem como proposta identificar aqueles locais que pertencem ao município e que hoje mantém moradias, de forma que a administração municipal possa criar políticas públicas para atender as famílias e corrigir problemas criados ao longo das últimas décadas.

Ao ocupar a tribuna da Câmara Municipal na noite desta segunda-feira (14), o vereador lamentou a forma como ocorreu o despejo de quatro famílias moradoras aos fundos de um campo de futebol na Vila Erondina. As casas foram construídas há 30 anos e no final de maio os moradores notificados a deixar o local. Um trator, na semana passada, demoliu tudo e no local, segundo a prefeitura, será construído um Centro de Educação Infantil (Ceim).

Para Marçal, é preciso sensibilidade ao lidar com essa questão. "Acabaram com os sonhos das famílias. Todo mundo almeja ter uma moradia e perdê-la dessa forma é muito trágico", lamentou o vereador, ao pedir mapa de ocupações de áreas públicas. A Secretaria de Planejamento Urbano do município terá uma melhor avaliação sobre o caso na semana que vem, quando poderá apresentar a real situação de áreas pertencentes à prefeitura e que estão ocupadas por moradias.

Uma dos grandes problemas que ocorrem pelo País e em Dourados não é diferente, segundo Marçal, é o jogo de empurra-empurra entre prefeitos. Um problema que deveria ser solucionado por uma administração é deixado para a próxima e, assim, sucessivamente. A mais nova ocupação de área pública na cidade ocorreu em 2013.

Dezenas de famílias ocuparam uma área às margens da Via Parque, região do Jardim Clímax. Naquele mesmo ano foram encaminhadas pela prefeitura para um terreno público nas imediações do Campo Belo, região da Embrapa. A cada dia que passa mais famílias se juntam ao local e o bairro cresce com casas de alvenaria e sem nenhum tipo de planejamento. "Mas na época de campanha, políticos costumam ir a esses locais pedir voto em troca de regularização de áreas, mas nada é feito", critica o vereador.

Bairros mais periféricos como Jóquei Clube, Vila Mariana, região leste da cidade, receberam ocupações ao longo dos últimos anos, mas na região central da cidade, a exemplo do Clímax, também possui muitas casas construídas há quase quatro décadas, em áreas públicas.