Encrenca
Por: Willams Araújo - 11/01/2017 09h31

Recém-saído do cargo, Alcides Bernal (PP) em vez de descanso tranquilo, começou o ano encrencado. Na cola dele, o MPE (Ministério Público Estadual) deseja saber sobre suposta denúncia de irregularidades administrativas à frente da prefeitura de Campo Grande, sob o risco de ficar inelegível para o próximo pleito em caso de comprovação.

O progressista é acusado de deixar para o prefeito Marquinhos Trad (PSD) dívidas com fornecedores sem previsão de recursos e de não fazer pagamento do 13º salário dos barnabés da prefeitura.

Farra

Parece piada, mas antes fosse. Mais 50 partidos estão com pedidos de registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à espera de um parecer favorável do órgão. Isso, mesmo depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) manter as regras que dificultam a criação de novas siglas, em votação ocorrida no Plenário da Corte em setembro de 2015.

Vale lembrar que 35 partidos legalmente constituídos já ajudam a bagunçar o sistema político do país. Imagine adicionar mais esses 50.

Cena

Embora diga que não se decidiu ainda, o vereador Paulo Siufi (PMDB) deve mesmo assumir a vaga deixada na Assembleia Legislativa por Marquinhos Trad (PSD), eleito prefeito de Campo Grande. Délia Razuk (PR), a primeira suplente, vai renunciar ao mandato por ter sido eleita prefeita de Dourados.

Reeleito às duras penas para o mandato de vereador, Siufi entende que essa é uma oportunidade para buscar novos horizontes. Afinal, dois anos na AL não fazem mal a ninguém.

Reinício

Com a volta ao trabalho após recesso de fim de ano, tanto o Ministério Público quanto a Justiça de Mato Grosso do Sul deve retomar as operações Coffee Break e Lama Asfáltica, paralisadas no segundo semestre do ano passado. Sobre a primeira, grande parte dos envolvidos não se reelegeu na Câmara de Vereadores, ficando, assim, mais vulneráveis às investigações.

O desenrolar desses dois casos é esperado para até mesmo antes do início do Carnaval. Vamos aguardar.

Férias

A vice-governadora Rose Modesto (PSDB) assumiu ontem interinamente o comando do governo de Mato Grosso do Sul a partir das férias do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que terá até o dia 30 de janeiro para descansar.

O pedido de licença de Azambuja do exercício das funções, a título de férias, foi aprovado pela Assembleia Legislativa no dia 22 de novembro.